De volta ao Brasil

Chegou a hora de contar o que vi do mundo para os amigos que acompanharam meu projeto mais ousado. Afinal, O Mochilão foi parte importante das alegrias que a volta ao mundo me proporcionou. Em média, 200 visitantes acessam este espaço todos os dias – e me deixa feliz saber que muita gente esperava por este post, em que vou contar o que aconteceu desde que a última aeronave pousou no Galeão em fevereiro de 2012. Apesar da expectativa (e até das cobranças) de alguns leitores, tenham certeza: era eu o maior interessado em dividir as agonias do retorno e contar o que ficou de mais importante nesta jornada. Ainda que muitos bons livros terminem sem final, eu não poderia deixar o desfecho de uma história tão pessoal por conta da imaginação de vocês.

Em Nova York, aprendi que é facinho conquistar alguns minutos de fama na Times Square. Difícil é permanecer no topo

Na Chinatown de San Francisco ouvi falar pela primeira vez do Falun Dafa, uma prática de cultivo da mente e do corpo punida com morte e tortura pelo governo chinês

O regresso foi planejado e alguns efeitos de tantos dias longe do Brasil já eram previstos. Para quem está há algum tempo longe das terras tupiniquins e está pensando em voltar, sugiro a leitura desta matéria da Folha, bastante reveladora. Mas imaginar é diferente de viver. Por isso, é inegável que a adaptação ao ponto de retorno foi provavelmente a etapa mais difícil desde que comecei a rodar o mundo.

Depois de uma viagem como essa, o autoconhecimento exige que algumas arestas sejam aparadas nas relações com o amigos e a família. O processo inicialmente é difícil, mas paciência, sinceridade e afeto são importantes nessa hora: é possível até que as relações melhorem (comigo deu certo). Outra dica importante: Ninguém merece gente monotemática ou que só fala de si mesmo – por isso, só mostro fotos quando alguém pede para ver e só conto histórias da viagem se alguém pede para ouvir. É até melhor, porque não falta gente para enxergar como arrogância a nostalgia das histórias e dos amigos que ficaram espalhados pelo mundo.

Descobri que Hong Kong não é só economia e confusão: o Tian Than Buddha, maior buda sentado do mundo, é a atração mais fascinante do local

Em Macau, percebi que não basta ser uma ex-colônia portuguesa para que seus habitantes falem português. E também que é possível economizar espaço construindo a rampa no meio da escadaria

Em Singapura, entendi como disciplina, educação e inovação podem erguer um país e por que este foi o local escolhido por Eduardo Saverin para viver

Uma das principais dificuldades é tolerar de novo o “jeitinho brasileiro”. O que era facilmente ignorado antes de conhecer o mundo passa a ser incompreensível. Patrimônio histórico pichado, pessoas jogando lixo na rua e entupindo os rios com toda a sorte de tralha, a corrupção escancarada do trocado para a “cervejinha” do guarda de trânsito aos milhões desviados dos cofres públicos… tudo isso é um baque para quem viu lugares em que filas são respeitadas, as ruas são limpas e respeitar os limites é a regra, não a exceção.

Ao mesmo tempo, também é possível parar de reclamar do que parecia normal ou mesmo ruim: os ônibus intermunicipais no Brasil são confortáveis e quase sempre pontuais, um restaurante bem simplezinho por aqui serve comida muito mais gostosa que a maioria dos pubs ingleses, (quase) todo mundo toma banho todos os dias e nosso trânsito até que é tolerável se comparado a alguns pandemônios mundo afora.

A Tailândia encheu meus olhos, minhas papilas gustativas e minha cabeça de boas lembranças – e me provou que um país não precisa ser caro para dar saudade

No Camboja entendi por que a Angelina Jolie adota tantas crianças mundo afora e que o Turismo pode ajudar a reconstruir um país

Procurar emprego é dureza, principalmente porque idealizamos demais o mercado de trabalho. É de se imaginar que uma experiência que tanto nos enriquece e transforma será extremamente valorizada pelos recrutadores, mas infelizmente é muito mais comum ouvir frases como  “você largou o emprego para passear?” ou “hummm, um semestre longe do mercado”.

Por sorte, algumas companhias sabem que experiências assim valorizam o perfil profissional e revelam atributos como flexibilidade, capacidade de planejamento e habilidades cognitivas. Recebi algumas propostas, algumas delas interessantes, mas o que me encheu os olhos de verdade foi o processo seletivo para trainees do Grupo RBS, um dos maiores conglomerados de comunicação do país.

Eram mais de 12 mil candidatos e apenas 10 vagas. Na semana passada recebi a notícia: eu fui um dos aprovados! Tenho certeza de que o projeto da viagem e a construção deste blog, sempre comentados nas diversas etapas da seleção, foram parte significativa na conquista da vaga. Para quem tiver curiosidade, o vídeo de apresentação abaixo foi utilizado como pré-tarefa em algumas fases do processo e o último minuto mostra algumas das imagens da volta ao mundo:

A Jordânia me mostrou que às vezes é preciso fugir da multidão para entender as pessoas

Israel me fez pensar em como a espiritualidade é importante: Para pregar a solidariedade, consegue aproximar todos nós. Quando ensina a intolerância, pode justificar desatinos

Na Turquia, o hostel vazio me ensinou que sem amigos ou companhia interessante nem toda a beleza do Bósforo consegue te empolgar por muito tempo

Foram 150 dias de liberdade. A cada novo desembarque, levava junto com a mochila apenas a certeza de que as pessoas daquele lugar me ensinariam novas formas de ver e lidar com a vida. Nos cinco meses em que corri (às vezes literalmente) o mundo, consegui realizar muitas metas sonhadas e contadas desde o primeiro post deste blog – olhando para trás, é até engraçado rever algumas das estratégias que eu vislumbrava para rodar o planeta.

América, Ásia, Oriente Médio e Europa foram pinçadas neste roteiro. Conheci lugares embasbacantes, pessoas inspiradoras, sabores impensáveis e vivi momentos memoráveis, tudo ao tempo certo. Vi que o mundo é muito grande, que nem tudo deve ser conhecido e que cada um tem um roteiro próprio –  na vida, no trabalho, nas viagens. O que é bom para mim pode não servir para você, mas as lições que aprendi podem te ensinar um pouquinho. Hoje tenho certeza de que valeu a pena e que as poucas frustrações também serviram de lição e oportunidade para novas experiências.

Também entendi que o brasileiro ainda é um povo muito vaidoso. Muita gente ainda escolhe o destino turístico com base na sugestão da moça da agência de viagens e no folheto que ela entregou, já pensando em como o álbum no Facebook vai bombar. Outros países  valorizam sim os recém-formados que trabalham 20 horas por dia, os self-made men, as celebridades – assim como nós! Mas lá também são respeitados aqueles que largam tudo para entender como gira este mundo, os europeus que trabalham no balcão de um hostel para aprender outras línguas, os que servem drinks num bar em Singapura para conseguir fazer o estágio na companhia financeira durante o dia, os australianos que cobrem a cara de tinta fluorescente para curtir a Full Moon Party como se não houvesse amanhã, as famílias que viajam com as crianças por cidadelas da Ásia para ensinar desde cedo como este mundo é grande e repleto de beleza.

A Espanha me fez ter a certeza de que portunhol não basta para viver direito na terra das touradas – e de que cortar o cabelo em outro país é sempre uma aventura

A Itália provou que é forte concorrente do Brasil na disputa pela melhor comida do mundo, construiu e reforçou laços de amizade e proporcionou um Natal mais feliz do que um mochileiro solitário jamais poderia imaginar

Estas palavras encerram um ciclo importante. Não apenas do blog, mas principalmente na minha vida. Aos 25 anos, quando decidi botar o pé na estrada, imaginava que viveria bons momentos mundo afora, mas não poderia prever tantas manifestações de apoio e carinho – muitas delas vieram de desconhecidos, graças a este blog, uma ferramenta que se mostrou tão singela e eficiente.

Este post me deu a oportunidade de rever tudo que vivi no último ano: as angústias, os planos, a felicidade de ver dando certo. E é por isso que aguardava o momento certo para escrevê-lo. Hoje eu me preparo para novas mudanças: em julho sigo para Porto Alegre, onde a oportunidade profissional que vinha esperando há tanto tempo finalmente vai virar realidade. Aproveito para agradecer a cada um que passou por aqui, aos amigos que mesmo à distância se mantiveram próximos, aos amigos que conheci mundo afora, a todos que fizeram a diferença e deixaram um comentário.

É fato: Jamais voltarei a ver a maioria das pessoas que conheci neste giro pelo planeta. Não por falta de vontade, claro! Mas sei que tempo, distância, dinheiro e a busca pelo novo são fatores que afastam os amigos de viagem, fragmentados pelos tantos territórios deste mundão.

Muitas dessas pessoas nos marcam profundamente e expandem nossos limites, rompendo barreiras que nem percebíamos. Muitos preconceitos caem por terra e alguns poucos, infelizmente, nascem antes que nos demos conta. Outras, cujos defeitos são as características que mais saltam aos olhos, nos ensinam a evitar a maneira errada de se relacionar com o mundo.

As músicas, as fotos e a Internet estão aí para nos aproximar e deixar que as lembranças não se percam.

Confirmei que nem só de dias nublados vive a Inglaterra e que a convivência com brasileiros no exterior não impede o aprendizado, mas multiplica a diversão

A França me mostrou que não importa quanto você tenha visto do mundo. Ele sempre vai dar um jeito de te surpreender e mostrar que é mais bonito do que você jamais poderia imaginar

Para cerrar as cortinas, O Mochilão divide com vocês uma última história. Christopher McCandless, o aventureiro que inspirou o livro e o filme “Na natureza selvagem”, deixou uma mensagem inspiradora antes de partir: Happiness is only real when shared. Por isso, encerro as memórias desta aventura com a imagem abaixo, registrada na parede de uma lojinha de Roma enquanto circulava por aquelas ruelas e pensava em tudo que havia vivido nos últimos meses.

“A felicidade só é real quando compartilhada”. A você, que me acompanhou nesta jornada, obrigado pela oportunidade de dividir e tornar eternos os momentos mais felizes da minha vida!

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38 respostas para De volta ao Brasil

  1. Fernanda Santos disse:

    Feliz por ver que alcançou seus objetivos e o melhor de tudo, viveu! Felicidades e sucesso! O seu blog me ajudou bastante a montar meu Mochilão para a Ásia. 🙂

  2. marye disse:

    Meu, Fellipe, só digo uma coisa: Isso tudo é muito inspirador! O blog, as fotos, suas histórias, por mais impessoais que sejam. Adorei muito e não vejo a hora de embarcar numa dessa! 😀

  3. Gabriela disse:

    Fellipe, me desculpa estar perguntando, eu ví que algumas pessoas já perguntaram mas eu gostaria de saber o quanto mais ou menos de dinheiro é necessário para realizar uma volta ao mundo como tu fez. Penso nisso a todo momento, quero muito ter a oportunidade de realizar uma viagem como essa mas são tantos lugares que o dinheiro é a minha maior preocupação, pois não sei se será suficiente, pq acredito que se gaste muito.. Sei que isso varia de acordo com o ‘estilo’ da pessoa mas por crer que meu estilo de viagem se assemelhe ao teu, se pudesses dar uma idéia de quanto é necessário eu agradeceria muito (: E parabéns pelo seu blog!!! Passei horas lendo e realmente é de inspirar qualquer pessoa!! Dá vontade de comprar as passagens agora mesmo e se jogar nesse mundo a fora! Amei ler tuas histórias, espero muitas mais, mt sucesso pra ti!

    • Fellipe Faria disse:

      Gabriela,
      Evitei me debruçar sobre as minúcias das minhas finanças pra poder relaxar mais e ir vivendo conforme as minhas vontades (com um determinado limite, claro).
      Além disso, evitei indicar valores porque tudo depende TANTO de fatores externos como câmbio, inflação, situação econômica dos países, perfil do visitante do blog… não quis dizer que você gasta R$ 50 por dia em Bangkok porque você pode gastar metade disso (sim, é possível) ou dez vezes mais, dependendo da sua tolerância a sujeira, mais gente no quarto, comida de rua, etc. Imagino que outros mochileiros não deem essas informações pelo mesmo motivo. E como minha intenção é deixar esse blog aqui à disposição eterna de outras pessoas que queiram viver experiências parecidas, de um ano pra outro muda muita coisa. Mas eu gastei R$ 24 mil no total.
      Beijo e sucesso na sua empreitada!!! 🙂

  4. Marina Santa Rosa disse:

    Felipe, que blog incrível!! O bichinho da volta ao mundo acaba de me picar e esse blog está sendo (pq ainda tenho muito para ler/pesquisar/estudar) uma fonte inesgotável de inspiração e informação! Tenho algumas dúvidas, digamos mais técnicas (hahaha), que gostaria de saber se tem como eu te perguntar diretamente.. Tem? 😀

    Parabéns de novo!!

    • Fellipe Faria disse:

      Marina, pode perguntar por aqui… às vezes sua dúvida é de outra pessoa também e acabo ajudando de uma vez as outras pessoas. Ou então me segue no Twitter e me manda DM por lá! Abraço!!!

      • Marina Santa Rosa disse:

        Oi Fellipe! Estou querendo ter uma ideia, em linhas gerais (digamos, ordem de grandeza! hahha..) de quanto se gasta numa viagem assim. Meu roteiro não inclui nem Europa nem América do Norte nem Oceania o que já diminui bastante os custos (imagino)…

        ps.: confesso que não tenho twitter mas tentei entender como mandar um DM; sem sucesso.

        Valeu!

  5. Douglas disse:

    Cara, parabens pela aventura ! Fiz um mochilão de 1 mês em um continente e já achei demais, imagino 5 meses conhecendo varios continentes e não se preocupando apenas nos lugares que ficarão bonito no facebook !!! rsrs
    Boa sorte no Trainee ae, e se puder compartilhar cmg tbm seus roteiros e parte financeira, agradeço !!! rsrs
    Abraçooo

    • Fellipe Faria disse:

      Douglas, o roteiro básico está aqui: https://omochilao.com/itinerario/
      Os detalhes estão no post de cada país, aí você consegue ver que eu fui de van pro Camboja, desci de busão e barco pras ilhas da Tailândia, saí de Israel de carona, etc. Com relação à parte financeira, repito que depende muuuuito do perfil do viajante. É chato ficar divulgando isso aqui, porque dependendo do leitor ele pode pensar “credo, deve ter passado fome” ou “nossa, gastou isso tudo passeando?”. Se precisar tirar alguma dúvida específica, pode me mandar uma DM pelo Twitter @fellipefaria_. Abração!

  6. Pedro disse:

    cara, parabens. Eu te admiro. Se puder, pode me passar o roteiro e informaçoes financeiras do roteiro por email? e novamente, parabens! voce deve ter voltado outra pessoa dessa viagem.

  7. catarina cordas disse:

    Obrigada pela inspiração, sensacional esta sua experiência. Bjo e tudo de bom Catarina

  8. Renata N Oliveira disse:

    Confesso publicamente que fui umas pessoas que cobrou a publicação de volta ao Brasil e que apesar da demora, valeu super a pena. Concordo com que publicou que fechou com chave de ouro, espero q não tenha fechado definitivamente, que o blog continue no ar e que continue compartilhando suas experiências desta sua forma objetiva, clara enfim excelente de escrever, que vc tem. Desejo muuuuuuuuito sucesso em seu novo desafio profissional, vc é um ótimo profissional, e não esperamos outra coisa., sem dúvida será brilhante ! Parabéns pela coragem, planejamento e sucesso neste blog, neste mochilão e sucesso sempre! Sou sua fã ….

  9. PEFFEITO o seu Mochilão Fellipe! Ainda faltam coisas para ler mas o que li já me deixou com vontade de marcar o meu próximo e assim como o seu! Você escreve muito bem! Meu primeiro mochilão foi pro Chile. Se a galera quiser saber como foi eu fiz um canal. http://www.youtube.com/ViagemPerfeita Abraços!

  10. Thamiris disse:

    Oi Fellipe! Parabéns pelo blog!! Me encantou suas experiencias e o jeito sutil que as descreve! Tambem morei fora 7 meses e viajei muito pela Europa (não tanto qto gostaria, mas o suficiente pra ter aqla vontade de quero mais! hehe)….E sobre a volta, realmente é como você disse, muito dificil, e as vezes, deprimente…O nosso senso critico volta muito mais aguçado, o “jeitinho brasileiro” que toleravamos, torna-se nossa chaga!! E está nos meus planos fazer uma volta (ou mtas voltas) ao mundo!! Sucesso nesta nova etapa e obrigada por compartilhar sua experiencia e traduzir, de certa forma, meus sentimentos em palavras!

    • Fellipe Faria disse:

      Thamiris,
      Espero que você já tenha se curado da síndrome do retorno, hehe. Muito obrigado pelos elogios e pelo comentário. Quando for dar a volta ao mundo me avise! Beijo

  11. Felipe, imagina que estou fazendo um intercâmbio na Colômbia e entrei muitas vezes no seu blog antes de viajar para ver o post de feedback! ahahha
    Agora do nada resolvo entrar e o encontro….
    Me encanta como você escreve toda essa experiência que há vivido…
    Se essa viagem foi incrível para nós leitores que acompanhamos pelo blog, imagina para você… com certeza uma experiência inesquecível e inexplicável…penso que cada um teria que viver isso…

    Eu começo pelo o intercâmbio, mas quero muito viver isso também….

    Ah, fiquei muito feliz pelo seu emprego…com razão…você arrasou no vídeo! 🙂

    Bom, muito sucesso para você! Adoro ler suas histórias… logo mais volto para relê-las…

    Acho que deve ter escrito algo errado, porque o espanhol está dominando a minha cabeça…perdão! ahahah

    Beijinhos!!!

    Que estés bien! (:

    • Fellipe Faria disse:

      Letícia,
      Você fez minha tarde muito feliz! Ler seu comentário me fez ter a certeza de que escrever e expôr o blog me ajudou e continua ajudando – mesmo que só um pouquinho – as pessoas a buscarem seus sonhos e conhecer o pedacinho do mundo que lhes encanta!
      Espero que sua experiência na Colômbia seja tão ou mais incrível que as que eu contei por aqui. Aproveite, faça grandes amigos, viva dias e noites inesquecíves, tire muitas fotos e uma dica incrível: grave vídeos! Eles não cabem em porta-retratos, mas trazem a memória com uma força fenomenal.
      Beijão e curta muito la vida colombiana!

  12. Renato disse:

    Oi Felipe, tudo bem? Primeiro, parabens pelo post. Estou fazendo uma viagem como a sua tbem, 11 meses viajando pelo mundo, entao eh legal ver sua impressao no final de tudo. Bem, estou apenas no segundo mes, to em jerusalem, entao ainda tenho muito pela frente. Cara, uma duvida que eu tenho e nao to conseguindo achar a resposta eh sobre a europa. Vou entrar na Europa por Portugal, mas pretendo ir pra londres e irlanda, depois voltar pra franca e italia, depois ir pra croacia, turquia, depois voltar pra polonia, etc. Vc sabe me dizer como funciona a questao das fronteiras? Porque quando sai da uniao europeia e vai pra inglaterra, eu lembro que eh um outro carimbo no passaporte. mas ai eu posso voltar pra italia por exemplo, e depois sair pra turquia e voltar pra franca, por exemplo… sei que temos direito a 3 meses na europa, mas nao sei como funciona essa questao de ficar entrando e saindo do territorio da uniao europeia neste periodo. Se vc souber como funciona, iria me ajudar muito. Fico no aguardo. Abracao.

    • Fellipe Faria disse:

      Renato, eu fiz algo parecido… entrei na Inglaterra pela França, passei pela imigração e um mês depois voltei para a França. É tranquilo, você apenas tem que fazer entrevistas e mostrar a documentação, como se estivesse entrando pela UE pela primeira vez por um aeroporto qualquer. Não existe um “limite” para ir e voltar (imagino que essa seja sua dúvida). Sugiro que tenha todos os documentos impressos numa pasta – em especial a passagem com data de volta para o Brasil e as próximas passagens, para mostrar que você não vai ficar no território deles. Outra dica é tirar essa dúvida com o próprio fiscal de imigração (logicamente depois que ele tiver carimbado sua entrada). Qualquer coisa me pergunta aqui que eu vejo se posso te ajudar! Abração

  13. Que maravilha. Dá muita vontade de largar tudo e fazer a mesma coisa que você. Simplesmente pra viver, ver e tirar as próprias conclusões dessa jornada. Maravilhoso!

  14. Tatiane Hilgemberg disse:

    Bol, me identifiquei com muitas das suas angústias e sentimentos na volta ao Brasil, admiro sua coragem em “largar tudo” e mergulhar nesse mundão. Tenho certeza de que esta experiência foi espetacular. Fico feliz demais da conta com sua aprovação, boa sorte nesta nova etapa, envio sempre boas vibrações!

  15. Ricardo Chiba disse:

    Parabéns Fellipe, não só pela viagem e criação do blog, que acompanhei passo a passo a cada novo post, bem como na vitória profissional, ” vai cara o Mundo é seu novamente “!!!
    Abraço.

  16. Ricardo Chiba disse:

    Parabéns, tanto pelo blog, que acompanhei com marcação cerrada à espera de um novo post, como pela vitória profissional, vai cara ” o mundo é seu novamente “!!!
    Abraço.
    Ricardo Chiba

  17. Andréa Siqueira disse:

    Fellipe! Quase não sei o que dizer! Incrível sua coragem, simplicidade e competência. Parabéns pela conquista. E volto a dizer: você escreve muiiiiito bem.
    Você resumiu tão bem e sabe que eu era uma leitora voraz de todas as publicações.
    Mandei o email pra minha cunhada que é jornalista. Ela simplesmente amou.
    (Aparece lá em casa antes de ir embora de novo…)
    um beijo

  18. Bicas disse:

    Em uma única palavra: surpreendente!

  19. gugacris disse:

    Grande Felipe! Acompanhamos o blog bem de perto e sempre ficávamos na expectativa de mais um post para nos ajudar no planejamento da nossa volta ao mundo! Ficamos muito felizes com o resultado da seleção e o retorno bem sucedido. De nossa parte considere-se muito bem vindo ao Rio Grande! Mas já aviso que provavelmente terás que aprender a tomar chimarrão!
    A nossa viagem ainda está no início e, se possível, nos acompanhe através do nosso blog (gugacris.wordpress.com).
    Já deixo o convite para um chimarrão ou um churrasco quando estivermos de volta!
    Grande abraço e Muito sucesso nessa nova empreitada!

    Guga e Cris !

  20. Julio Ribeiro disse:

    Querido Fellipe,
    Linda estória! Suas experiências de viagem marcarão para sempre sua vida e seu caráter.
    Tive o privilégio de receber a notícia da sua seleção para a RBS imediatamente após anunciada, através de telefonema de seu pai, que emocionado e cheio de felicidade queria compartilhar com o mundo inteiro a sua vitória. “A felicidade só é real quando compartilhada”.
    Para mim, isto é a ordem natural das coisas: sempre tive a certeza e o convencimento de que a você estava reservado o sucesso. Que você faça uma carreira brilhante e que viver em Porto Alegre seja uma experiência agradável.
    Beijos
    Tio Julio

  21. luanna disse:

    Adorei o “desfecho” da sua história, na verdade é o inícios das suas conquistas, parabéns por elas! Venho acompanhando as suas histórias e vou aproveitar as dicas na minha viagem agora em setembro para Europa! beijos e felicidades 🙂

  22. Deise Marinho disse:

    Que lindo, fiquei até emocionada com esse desfecho! desejo tudo de bom, toda boa sorte no mundo no seu novo trabalho e que novas viagens estejam no seu caminho!
    Muitos beijos!
    Deise

  23. Verônica disse:

    Bôôôl, que emoção!!! Estou MUITO feliz por você, pelo retorno, pela vaga na RBS, PARABÉNS! Você merece ter todo esse talento reconhecido e serve de exemplo para mim: sempre há tempo de recomeçar, mudar os rumos, construir a história de vida que a gente sonhou pra gente! Um super beijo e espero que eu consiga te encontrar antes de sua mudança para Porto Alegre!

  24. CRISTIANNE disse:

    Parabéns,Fellipe.suas dicas valeram muito pra mim quando fui pra NY em abril.Seja bem vindo de volta!!

  25. Daniel Santiago disse:

    Fechou com chave de ouro!!!

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