Bonjour, Paris!

Antes de admitir que Paris me pegou de jeito, preciso confessar que subestimei a capital francesa. A última cidade a ser descoberta nesta jornada é uma velha conhecida de quase todo mundo que tem acesso aos meios de comunicação, graças às inúmeras referências que foram criadas para que os cidadãos espalhados pelo globo se apaixonassem pela Cidade-Luz antes mesmo de visitá-la.

Boa parte da sedução parisiense vem do protagonismo imposto pelas figuras que fizeram da história francesa uma amostra relevante da trajetória da civilização ocidental nos últimos séculos. Em meio a guerras e revoluções, personagens antológicos como Napoleão e Maria Antonieta se tornaram tão icônicos quanto os personagens de comédias românticas que sublinham o final feliz com um beijo em frente à Torre Eiffel iluminada.

Meu desinteresse inicial por Paris era certamente relacionado a alguns estereótipos – que se provaram equivocados, cabe ressaltar -, como a suposta antipatia dos franceses e a superficialidade que eu imaginava espalhada por toda a parte.

A primeira hipótese caiu por terra antes mesmo que eu desembarcasse na estação rodoviária de Gallieni. Afinal, conheci muitos franceses mundo afora ao longo dos últimos meses – e todos eles eram sociáveis, agradáveis, divertidos (alguns até tomavam banho diariamente, veja só!). Alguns desses amigos inclusive integram aquela seleta lista de pessoas com quem mantenho contato apesar da distância. Além disso, eu já sabia que a maior causa de antipatia dos nativos era uma abordagem em inglês – britânicos e franceses têm uma rivalidade histórica, motivo pelo qual o pessoal daqui faz questão de demonstrar o orgulho pela língua e pelos feitos da nação.

Aos turistas, resta aceitar esse patriotismo (por que não tentar entender esse amor pelo français e colocar em prática um pouquinho do nosso apreço pela inculta e bela língua portuguesa?). Por sorte, os dois semestres cursados de francês anos atrás foram de ajuda essencial nesse momento, seja para perguntar a localização de um destino qualquer (Où est la Tour Eiffel?) ou para causar uma boa impressão num estabelecimento comercial (Bonjour, Madame!). É claro que houve  muitas enroladas com meu francês très bizarre, como quando precisei imitar o ronco de um porco para explicar que a quiche que eu queria na vitrine era a de bacon, provocando gargalhadas nas francesas que estavam do lado de lá do balcão (só depois a moça me explicou que o nome da famosa iguaria era Quiche Lorraine).

Ademais, descobri que o encantamento provocado por Paris é genuíno. O primeiro contato de perto com o colosso que é a Torre Eiffel emociona e surpreende de verdade, tanto quanto a descoberta do Tesouro de Petra ou da Fontana di Trevi. A estrutura de ferro, criada inicialmente como uma estrutura de design sem função além da estética, é muito mais alta do que eu e a maioria das pessoas imaginamos. E a mesma sensação ressurge com a primeira visão da Pirâmide do Louvre, da Basílica de Sacre-Coeur e do imponente Arco do Triunfo ao fundo dos faróis dos carros que cruzam a avenida Champs-Elysées. Paris é realmente arrebatadora.

O Free Tour de Paris faz um panorama rápido das principais atrações da cidade – só que o guia não gostou muito quando viu nossa gorjeta de 3 euros

Famosa cena de fim de tarde na Champs-Elysées: centenas de faróis e o imponente Arco do Trinfo

Na avenida Champs-Elysées, artistas de rua se esforçam para ganhar um trocado num dos metros quadrados mais caros do mundo

Grifes de luxo como a Louis Vuitton espalham suas lojas por toda a avenida

Olha que pechincha esse anelzinho!

No Arco do Triunfo, a chama eterna em homenagem ao Soldado Desconhecido – ela só foi apagada quando um mexicano bêbado urinou sobre o fogo na Copa de 1998 (ele foi deportado, claro)

No frio de Paris, a Torre Eiffel brilha em frente ao céu com as mesmas cores da bandeira francesa

Todos os ângulos favorecem o monumento, provavelmente um dos mais fotogênicos do mundo

Se a antena de rádio não tivesse sido instalada no topo da torre, é provável que ela tivesse sido demolida por falta de função

O casal de noivos aproveita para fazer o ensaio fotográfico do casamento nesse romântico cenário

A enorme Catedral de Notre-Dame recebe centenas de visitantes todos os dias

Lá dentro, mesmo com os pedidos para que o flash seja desligado, muitos turistas sem-noção disparam luzes para todo o lado

A Place de la Concorde é um dos principais pontos de referência de Paris

A arquitetura ousada do Centre Pompidou destaca mais um dos centros de difusão de arte e cultura na capital francesa

Já as Galerias Lafayette são ícones do consumo de luxo: tudo ali dentro é caríssimo

A Basílica de Sacre-Coeur fica no alto de Montmartre, a região que mais me encantou na capital francesa. Erguida no topo de uma colina de onde é possível ver o charmoso horizonte de Paris, a bela igreja atrai centenas de visitantes, que também se impressionam com a beleza e a originalidade do caminho para acessá-la, seja pela escadaria adornada por belos jardins ou pelo Funicular, um trenzinho-elevador que transporta turistas e fiéis até a basílica sem a necessidade de vencer os degraus.

Montmartre também é o epicentro da boemia parisiense – aqui funciona o centenário cabaré Moulin Rouge, ladeado por dezenas de estabelecimentos de fama duvidosa no Distrito da Luz Vermelha da cidade. Mas para saber como é la vie en rose de verdade, o melhor jeito é caminhar sem rumo certo pelas ladeiras do bairro. Sugiro que você assista o filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” antes de visitar Paris para ter uma compreensão mais sensível deste canto pouco explorado pelos turistas típicos. E uma dica imperdível é acessar o site Conexão Paris, que criou um ótimo roteiro para quem quer conhecer a região.

Da escadaria da Sacre-Coeur, é possível enxergar boa parte de Paris

O charmoso horizonte parisiense atrai olhares de turistas de todo o mundo

Carrossel, Souvenirs e a basílica: lembranças de Paris

Clique para ampliar a panorâmica

O conjunto arquitetônico da igreja é bonito e diferente

A Basílica de Sacre-Coeur é bonita de todos os lados

Cabaré mais famoso do mundo, o Moulin Rouge cobra caro pelos ingressos para os show noturnos

Na mesma rua, sex shops e outras casas de reputação ilibada expõem seus produtos à luz do dia

Uma visão diferente de Paris, do alto das escadarias de Montmartre

Um olhar sobre a vida francesa mais bucólica, longe do frenesi turístico, está ali pertinho

No inverno, o vinhedo de Montmarte não era uma paisagem das mais encantadoras

“Le Passe-Muraille”, escultura em homenagem ao escritor Marcel Aymé

Era neste café que Amélie Poulain servia as mesas…

…e neste mercadinho ela também marcava presença e fazia amigos

O Museu do Louvre, como tudo em Paris, guarda séculos de história, arte e beleza. Aos poucos, pitadas de modernidade vão acrescentando um ar mais jovial em busca de uma aproximação com o público mais jovem. As próprias Pirâmides de vidro, que hoje são um ícone do museu e da própria cidade, foram inauguradas em 1989 sob uma saraivada de críticas dos mais conservadores.

O ingresso normal custa 10 euros (informação atualizada sempre no site oficial). A tradicional dica para economizar é aproveitar os dias de entrada grátis. Os primeiros domingos de cada mês são gratuitos para todo mundo – chegue cedo, porque o prédio estará obviamente lotadíssimo. Já nas noites de sexta-feira (18h às 22h) quem tem 25 anos ou menos não paga nada para entrar e enfrenta uma concorrência bem menor. É claro que foi numa noite dessas que aproveitei para percorrer os corredores infinitos do Louvre.

Adianto que a coleção é assustadoramente gigantesca. É possível passar um dia inteiro no museu sem conseguir olhar para todas as obras – esteja preparado física e psicologicamente (dizem que um turista japonês desmaiou de cansaço depois de muitas horas andando e observando telas e esculturas). Além da brochura gratuita disponível nos quiosques de informação, que indicam a localização das obras mais importantes, o site Conexão Paris criou um ótimo roteiro para quem tem pouco tempo e quer ir direto ao acervo mais precioso do Louvre.

Pintura mais famosa do mundo, a Mona Lisa de Da Vinci é sem dúvida a obra mais disputada do museu. Alguns visitantes acabam se frustrando e reclamam que a tela é muito pequena – cabe ressaltar que La Gioconda se tornou célebre por uma série de inovações trazidas ao movimento artístico da época, o Renascimento Italiano. Por isso, chegue à sala da Mona Lisa sabendo que este é o quadro mais valioso do planeta porque é uma grande pintura – e não uma pintura grande!

A Pont des Arts, que atravessa o Rio Sena do Institute de France ao Museu do Louvre, é palco para muitas declarações de amor

Nas grades da ponte, casais apaixonados prendem cadeados com seus nomes e lançam as chaves nas águas do Sena em busca de um enlace duradouro

Panorâmica de uma das fachadas do Louvre (são muitas!): clique para ampliar

As pirâmides do Louvre, que provocaram polêmica em seus primeiros anos e hoje são fonte de admiração

Os lagos do museu já estavam congelados

Esta é uma panorâmica da entrada pela pirâmide principal

Lá dentro, um criativo painel indica as regras do museu

Não é só no Brasil que tem bagunça: este banner ficou horas dependurado e nenhum funcionário foi lá tomar uma atitude

A Vênus de Milo é a escultura mais fotografada do museu

A estátua de Hemafrodite é a mais divertida: olhando deste lado, parece uma bela mulher repousando…

…mas é só ir para o outro lado e descobrir a “surpresinha”

Esculturas seculares como esta, da mulher alada sobre a proa de uma embarcação, estão espalhadas por todo o prédio

Mas é na sala da Mona Lisa que todo mundo vai parar

Mesmo morto de cansaço, também fiz questão de tirar uma foto com a Gioconda

Esta panorâmica mostra o tumulto dos visitantes em volta da obra-prima de Da Vinci e a grande quantidade de pinturas na mesma sala deixadas de lado

A poucos metros da sala da Mona Lisa, uma outra obra do próprio Da Vinci é ironicamente ignorada – e olha que essa é famosinha!

Esta pintura retrata uma mulher manipulando o mamilo da irmã (!): dizem que é um gesto que simboliza fertilidade

O contraste da moderna pirâmide com a solene escultura clássica

A pirâmide invertida, no chamado Carrossel do Louvre, também é um barato

Museus podem, sim, ser divertidos! =)

Eu não queria retornar ao Brasil sem ver neve. Depois de cinco meses viajando pelo mundo todo e vendo todo tipo de paisagem, clima e vegetação, me parecia impensável voltar para casa com essa frustração, tipicamente brasileira. Por isso, logo que cheguei a Paris (num frio que chegou a bater -9ºC) comecei a procurar um destino ainda mais gelado para passar um ou dois dias. Mas em cima da hora, até os ônibus escapavam ao meu orçamento. O transporte para os Alpes Franceses até ficava em conta, mas o preço da hospedagem inviabilizava qualquer fio de esperança do singelo sonho de ver floquinhos caindo do céu.

Essa introdução serve para explicar minha excitação na noite em que saí do Louvre.  Naquele momento, Paris parecia ainda mais gelada. Mesmo assim, algo me dizia que eu deveria continuar batendo perna pelas ruas de cidade e que ainda era cedo para tomar o metrô para o hostel. Enquanto caminhava, olhando para os faróis dos carros que ajudavam a iluminar a noite de Paris, percebi que alguns pontinhos começavam a surgir no contraste com as luzes dos postes e dos automóveis. Chuva não era!

E foi assim mesmo, a dois ou três dias de encerrar uma volta ao mundo, que uma incrível ajudinha dos céus me proporcionou o primeiro e emocionante contato com a neve, uma simples manifestação da natureza que consegue mexer tanto com nossas expectativas e emoções. Muita gente chega a chorar quando vê os pontinhos (que parecem penas minúsculas de um passarinho) bailando pelos céus pela primeira vez. E para quem já está acostumado com a neve, deve ser estranho ver a felicidade de um maluco olhando boquiaberto para os céus e tirando fotos dos alvos cristaletes que caem na manga do casaco.

Paris, que ja havia me conquistado, conseguiu renovar nossa paixão quando se vestiu de branco. A cidade fica completamente diferente – e pouca coisa é tão divertida quanto fazer uma bola de neve com o gelo acumulado na superfície dos carros estacionados.

Franceses se divertem no rinque de patinação em meio à arquitetura parisiense

As baixíssimas temperaturas incomodavam um pouquinho, mas a beleza do céu compensava qualquer friozinho

Por toda a cidade, fontes e lagos acabaram congelados

Os pontinhos brancos na manga do casaco fizeram minha felicidade

E no dia seguinte, Paris amanheceu coberta de branco

As crianças aproveitam para se divertir

A obra de arte não é minha, mas eu achei digna do Louvre

Os tetos dos carros são a melhor fonte de neve para fazer uma bolinha…

…E eu tinha que fotografar esse momento!

Je t’aime, Paris!

Nesta cidade tudo é coisa fina: os boleiros batem pelada nos gramados públicos usando golzinhos em miniatura e cones para definir os limites do campo

As vitrines das boulangeries expõem tentações para os gulosos…

…e postes expõem tentações para os tarados meu francês é pessimo, isso é um anúncio de faxineiras! Valeu pela correção, Amanda!

Exemplo de uma cidade civilizada: as cadeiras são deixadas ao ar livre para que todos possam relaxar em frente à fonte. Ah, se fosse no Brasil…

Como sempre, os brasileiros estavam por toda a parte. E no hostel não foi diferente: Gustavo, Dani, Leonardo e Larissa foram os últimos amigos com quem compartilhei momentos inesquecíveis nesta volta ao mundo. Tirar fotos malucas em frente à Torre Eiffel, assistir a final do SuperBowl ou beber champagne de verdade: algumas maneiras formidáveis de dizer Au Revoir.

Champagne francês com Pringles: só em Paris!

Uma hora, tinha que terminar. De volta ao Brasil, é hora de repensar cada lugar, cada pessoa, cada lição. E assim O Mochilão encerra sua primeira aventura, mas com uma boa notícia para os leitores do blog: ele não vai morrer. Tem muita gente mochilando por aí e se encantando por esse nosso mundo – que é grande demais para uma vida só. Não desafivelem os cintos. Vem mais história por aí…

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48 respostas para Bonjour, Paris!

  1. Vilma disse:

    Amei o post , estou indo para a Espanha em março com minha filha, e pretendemos passar 3 dias em Paris, é possível conhecer a cidade nesse tempo?

  2. Renata disse:

    Caraca!!!
    Sei que o post já tem alguns anos, mas preciso reforçar o que o pessoal já disse aqui antes: foi, de longe, o melhor post que já li sobre Paris! Estou planejando uma viagem pra França em breve e já me visualizo derramando uma lagriminha em cada cantinho que eu visitar por lá, de tanto que eu gosto e tenho vontade de conhecer, mas confesso que lendo sua experiência aqui já fiquei bastante emocionada, sério! Hehehe

    • Fellipe Faria disse:

      Renata, também me emociono ao lembrar de Paris, pois foi minha última parada na volta ao mundo. E me emociono novamente ao receber um comentário como este. Muito obrigado! Bjos

  3. Amandinhatau@hotmail.com disse:

    Felipe, só uma correçao… Femme de ménage nao eh para os “tarados”, femme de ménage sao diaristas, faxineiras!!!!

  4. Carolina disse:

    Oi Felipe, parabéns pelo blog, da para sentir Paris com suas fotos e comentários, gostei muito mesmo! Vi agora em resposta a um comentário acima que vc ficou no St Christopher´s Inns, por coincidência vou para Paris essa semana e vou ficar la também. Vc gostou de la? Vc ficou no St Christopher´s Canal ou no Gare du Nord? Pelo mapa parece pertinho de Montmartre, é tranquilo ir para la a noite sozinha? Desculpe o interrogatório, to fazendo meu primeiro mochilão sozinha e ta batendo aquele friozinho na barriga! Obrigada! =)

    • Carolina disse:

      Ahh eu vou ficar no Canal..rs desculpe, não especifiquei!

    • Fellipe Faria disse:

      Carol, eu também fiquei no Canal, foi excelente! 🙂
      Eu fui a Montmartre à noite (no mapa parece perto, mas tem que pegar metrô), mas foi no Pub Crawl do hostel, então tinha um monte de gente junto. Realmente não tenho certeza se é legal para mulher passear por lá sozinha à noite, talvez seja perigoso porque não deixa de ser uma zona boêmia. Durante o dia é bem legal e vale a visita, mas provavelmente deve ter um pub crawl nos dias em que você estiver por lá! Beijo e ótima viagem, me conta depois como foi!

      • Carolina disse:

        Olá Felipe, acabei de me deparar com seu blog aqui nos meus favoritos e tive que vir aqui agradecer! Fiz meu mochilão em dezembro e comecei por Paris, devo te agradecer pois seu post me ajudou muito e eu não poderia ter ficado em hostel melhor que o St Christopher, foi o melhor q fiquei em tdo o mochilão, vlw pela dica! Foi uma experiência inexplicável, a viagem me transformou e ja estou planejando a próxima..rs vlw bjão!

      • Fellipe Faria disse:

        Carol, que coisa bacana de ler. Muito obrigado pelo retorno e boas viagens! Beijo

  5. Ana Carolina Ribeiro de Barros disse:

    Oi Felipe, parabéns pelo seu blog! Será que comecinho de dezembro verei neve em Paris? Um abraço!

  6. Roberto disse:

    Felipe, muito bom o seu blog. Até agora, foi o melhor que li sobre Paris.
    Estou programando a viagem em família de 7 noites por lá, no fim do ano de 2013. Vamos passar o Réveillon na cidade luz. Até agora, só li que passar o Réveillon em Paris é horrível, pois não há queima de fogos, tem muito bêbados é muito caro e etc etc etc. Como moro no Rio e queima de fogos, para mim é normal, não fazemos questão de ver show de pirotecnia.
    Mas lendo seu blog eu vi que realmente preciso ir a Paris já.
    Minha pergunta é a seguinte, vale a pena sair de Paris por um dia e ir num bate e volta (usando o trem), para alguma outra cidade, como Londres ou Luxemburgo ou Genebra??
    Abraços e quando for fazer outro mochilão, avisa pois eu e meu filho gostamos muito de fazer esse tipo de viagem. Quem sabe não fazemos juntos e usamos da sua experiência para nos levar em lugares maravilhosos pela Europa.

    • Fellipe Faria disse:

      Roberto, todo mundo diz que no fim de ano Paris fica ainda mais legal. Acho que você vai curtir sim. Quanto ao bate e volta, eu dou total apoio… se eu pudesse voltar no tempo teria conhecido algum outro país, porque a verdade é que cada fronteira vencida revela um novo mundo, com hábitos, línguas e rotinas completamente diferentes. Eu gostei bastante de Londres e tem muuuita coisa pra ver, pra todo tipo de gente. Já Luxemburgo e Genebra são cidades bem caras, é um turismo mais refinado, aquela coisa de jantares, passeios chiques, etc. Depende muito do gosto de vocês!
      Um outro mochilão está sempre na minha cabeça, mas uma viagem mais longa agora só em 2014 ou 15. Tenho vontade de planejar uma viagem de carro por toda a Itália, que foi o país e o povo de que eu mais gostei na Europa. Já estão convidados, quando eu tiver algo mais concreto certamente vou detalhar por aqui! Abraço

      • Roberto disse:

        Valeu Fillipe!
        Vamos fazer o bate volta em Londres sim.
        Um abraço forte!
        E boa viagem!

  7. Livia disse:

    Nossa, vc escreve muito bem! Está de parabéns!
    Muito obrigada por compartilhar conosco sua “volta ao mundo”.

  8. Alisson VIlas Boas disse:

    Uau! Quantas viagens! Curti muito o seu blog.
    Descrever Paris dessa forma não é pra qualquer um… Além de viajante deveria ser também escritor… rs… Abraços!

  9. Wanderlucia disse:

    Oi, Fellipe. Que linda a sua viagem, amei as fotos. Parabéns. Que dia você chegou em Paris. Estou indo a Paris com meu esposo e meu filho de 6 anos, chegamos dia 13 de março. Mande informações se possível a respeito de passeio com criança com a temperatura baixa. Será possível fazer um bom passeio com ele nesse frio todos? Abraços.

    • Fellipe Faria disse:

      Wanderlucia, sofro com uma rinite brava. Aqui no Brasil, se já bate um ventinho mais gelado começo a espirrar! Por incrível que pareça, o frio da Europa não me deixava gripado, mesmo saindo de ambientes com aquecedor pra rua fria a todo tempo (não sei explicar o motivo)… acredito que vocês vão poder aproveitar Paris sim, é só agasalhar bem esse guri!!! Além disso, em março já tá menos frio que em janeiro (por volta de 0ºC, imagino). Espero que vocês aproveitem bastante a Cidade-Luz. Abraço!

  10. Julia Giordani disse:

    Fellipe, adorei o seu blog!! estou indo para bournemouth fazer intercambio e Paris é um dos lugares que pretendo conhecer no período que passarei na Europa. Entretanto, estou com muita dificuldade em achar um hostel legal, não muito caro e que seja agradavel em Paris… você me indicaria algum??

    agradeço desde já!!

    • Fellipe Faria disse:

      Oi, Julia! O hostel em que fiquei por lá foi o St. Christopher’s. Em Paris é realmente difícil achar hostel baratíssimo. O custo-benefício desse vale a pena: é mais barato porque não fica no Centro, mas tem uma estrutura incrível, um bar bem badalado e tem duas estações de metrô muito próximas, que te levam para qualquer lugar bem rapidinho. Recomendo! Beijo e depois me conta o que você achou!

  11. André Munhoz disse:

    Adorei seu Blog…Você poderia me dizer que Hostel ficou em Paris? Me indicaria esse Hostel?

    • Fellipe Faria disse:

      André, fiquei no St. Christopher’s! É meio caro (como todos em Paris, não tem como economizar muito com hospedagem por lá). Recomendo FORTEMENTE! O Free Tour e o Pub Crawl passam por lá e o metrô é pertinho, dá acesso a tudo que é lugar de Paris. Tem café da manhã grátis, um bar bem maneiro e é bem limpinho. Fica por lá e depois me conta!
      Abraço!

  12. Viviane disse:

    Simplesmente incrível!!!! Achei sensacional toda a descrição dos lugares.
    Fellipe, você conseguiu transmitir toda a emoção para uma página do blog e parece que eu visitei todos os lugares com você.
    Eu estou pensando em fazer um mochilão pela Europa no fim de 2012 e encontrei seu blog pesquisando no Google para saber de experiências de pessoas que já fizeram o que eu sonho fazer.
    Bate um certo medo, porque nunca saí do Brasil, meu inglês só dá para não morrer de fome e eu acho que farei a viagem sozinha (imagina o medo que não estou sentindo de ir pra Paris!! Hehe). Mas seu blog me incentivou muito a correr atrás desse sonho, mesmo que sozinha. Talvez (e bem provavelmente) eu me ferre bastante durante a viagem, mas vi que tudo irá compensar quando estiver nos lugares que sempre quis!
    Obrigada por compartilhar sua experiência!
    Abraços, Viviane.

    • Fellipe Faria disse:

      Viviane, tenho certeza que tudo vai dar muito certo na sua viagem. Reserve um hostel grande, num quarto com várias pessoas, e tenho certeza que você vai conhecer pessoas inesquecíveis (inclusive brasileiros, caso seu inglês ainda não esteja suficientemente afiado). Não se esqueça das frases básicas em francês pra garantir a simpatia dos parisienses, hein? Eu é quem agradeço por palavras como as suas, que me fazem ter a certeza de que escrever este blog fez diferença não só pra mim. Bon Voyage! =)

  13. Abraham disse:

    pena que não fez um post de encerramento da viagem, o balanço final.
    as pessoas que leram desde o inicio provavelmente sentiram falta disso
    seria um post útil pra pessoas que querem fazer uma viagem assim, mas tem medo de como será a volta, a recolação na vida por aqui

    • Fellipe Faria disse:

      Olá, Abraham! Na verdade, ainda estou buscando esta recolocação… depois que fazemos uma viagem como esta, voltamos transformados. É difícil encontrar a vida como era antes e retomar o que foi interrompido do mesmo ponto. Sentimos necessidade de um salto, de renovação, de fazer aquilo que nos satisfaz e deixa a vida plena. Ainda este mês espero encontrar a fonte desta plenitude e, tão logo minha vida volte aos eixos, este post vai ao ar, acredite! Abração e muito obrigado por acompanhar O Mochilão!

  14. Manoel disse:

    Muito bom seu blog… Com dicas e lugares incríveis!!

  15. Renata N Oliveira disse:

    Eiiii, dá pra atualizar este blog logo. Queremos saber como foi voltar o Brasil, e rolou a Síndrome do Regresso? Isso é de verdade!! Quando estamos pelo trecho no Brasil e voltamos pra casa, já rola um pouquinho, né?

  16. Eliza disse:

    Aiiiiiiiii adoreiiii suas fotos de Paris!!
    que ceu lindo…
    Lindo depois da neve!!
    Sem palavras!!
    Eu sempre quis ir a Paris, e fica p* da vida qdo alguem falava mal de la! heheh
    Ate qdo eu fui e noooossa…me apaixonei mais ainda!!
    Mas nao tive a sorte que vc teve =/
    Amei suas experiencias!
    =D

  17. Isadora disse:

    Fellipe,
    Em primeiro lugar, parabéns pela coragem! Viver tudo o que você viveu deve ter sido uma sensação única e muito difícil de transmitir por palavras, mas você fez isso com maestria e me emocionou de verdade.
    Agora, em segundo lugar, gostaria de saber como foi a volta, a readaptação, ter de voltar a trabalhar…

    Beijos!

  18. Fernanda disse:

    ai Fellipe…eu tive uma ideia – que tal outra volta ao mundo???? me likes it!!! super precisamos trocar umas ideias, pq eu nao estou preparada para a patria amada Brasil. hahhaa

  19. Laura Nardelli disse:

    Milhões de parabéns por tudo. Pela coragem, pelo blog que foi excelente, pelas descrições dos lugares… Eu não acredito que tenho melhor forma de investir meu dinheiro do que com viagens. Por isso amei cada post seu. Não deixe mesmo o blog morrer. Beijinhos, Laura

  20. Kécia disse:

    Tudo muuito lindo!
    Como sempre adorei a descrição dos locais princ. pq transmite a emoção que vc viveu.
    Adorei!! Bjos.

  21. Verônica disse:

    Bôl, uma palavra: LINDO! Eu me emocionei com cada post do seu blog e até nessa última narrativa você conseguiu me deixar envolvida, emocionada e feliz por compartilhar um pouquinho da sua experiência. Mais do que uma viagem dos sonhos, você nos proporcionou uma narrativa envolvente e foi legal demais acompanhar cada etapa desse processo. Tomara que a gente possa se ver em breve! =) Beijão! P.S.: Neve é lindo!

  22. Ilmara disse:

    Que emocionante foi o final desta aventura,que presente foi ver e sentir a neve! Adorei! Beijo

  23. Fernanda disse:

    Que post lindo! Fui para Paris, na primavera de 2005. Mas, preciso voltar e ver os cenarios da Amelie, porque naquela epoca, eu nao conhecia o filme. beijos! Fernanda

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