Barcelona de Gaudí

Se o potencial turístico de Madri é prejudicado pela escassez de um ponto turístico facilmente identificável, Barcelona compensa com suas landmarks espalhadas por toda a cidade. A capital da Catalunha é o segundo maior município da Espanha e um dos principais destinos dos turistas na Europa, um feito atribuído em grande parte ao trabalho do arquiteto Antoni Gaudí.

Para chegar à onírica Barcelona, encarei sete horas de ônibus num trajeto bastante razoável, especialmente em comparação com as viagens intermináveis do Sudeste Asiático.

Havia outras opções para ir de Madri a Barcelona: a mais rápida delas é o trem, cujo percurso de ida e volta (2h40) custa aproximadamente 250 euros. O voo ida e volta nas low costs varia de acordo com a época, mas as pesquisas em agregadores de passagens como a Skyscanner e a eDreams não me animaram muito: o valor mais baixo, em torno de 90 euros, não incluem tarifas de mala despachada (dificilmente engoliriam um mochilão de 15 quilos como bagagem de mão, né?). Acabei comprando a passagem da ALSA, que dá desconto na compra do bilhete ida e volta (total: 45 euros) e ainda tem a opção de seguir até o aeroporto. Para quem não tem pressa para chegar, a economia vale a pena. A estrada é ótima e a viagem é muito tranquila.

Ao chegar à Catalunha, o primeiro choque é a mudança de linguagem. É que a Espanha tem quatro línguas oficiais: castelhano, galego, basco e, no caso de Barcelona, o catalão. Confesso que foi meio frustrante passar semanas aprendendo espanhol e chegar a uma região onde boa parte da população prefere não falar a língua principal e ainda busca a separação do resto do país. Mas depois de um tempo, a gente acaba se acostumando com essa língua, uma divertida mistura de castelhano e francês (a Catalunha faz divisa com a França e a pequena nação de Andorra, onde também se fala catalão).

Navidad virou Nadal - e não é o tenista

Para saber mais sobre as características únicas da região da Catalunha, visite a Wikipédia.

O arquiteto da Catalunha

Em uma das aulas de Cultura Espanhola no curso de Madri, o tema era a vida e a obra de Antoni Gaudí. Foi muito bom visitar Barcelona depois de entender melhor as razões que levaram o arquiteto catalão a produzir obras de caráter tão especial – se você pretende conhecer a capital da Catalunha, é interessante estudar um pouquinho sobre Gaudí, mesmo que sua pesquisa se resuma a uma olhadinha rápida no artigo da Wikipédia.

O arquiteto morreu solteiro e dedicou sua vida a quatro paixões: a Catalunha, a religião, a natureza e a arquitetura. Suas obras, produzidas entre as últimas décadas do século XIX e as primeiras do século XX, conquistaram o respeito mundial pela congruência de diversos fatores: a influência de características da arquitetura gótica e oriental, o conhecimento de Gaudí em técnicas de trabalho com vidro, ferro e cerâmica (como os mosaicos que chamam a atenção em muitos de seus projetos) e a participação intensa do arquiteto em todas as etapas da obra.

Esse jeitinho control-freak é uma das razões que tornam tão complexa a conclusão da Basílica da Sagrada Família, sua obra-prima. Quando Gaudí morreu, em 1926, menos de um quarto da igreja havia sido erguida – já em seus últimos anos, ele respondia marotamente aos críticos que “o cliente não estava com pressa”. Como o arquiteto morreu sem deixar registrados os detalhes das etapas seguintes, o trabalho vai prossegue de acordo com as projeções dos pesquisadores e outros profissionais da arquitetura. A previsão de encerramento da obra é em 2026, no centenário da morte de Antoni Gaudí.

Na chegada à Fachada da Natividade da Sagrada Família, o primeiro contato com uma obra surpreendente como poucas

A obra prossegue há décadas. Afinal, "o cliente não tem pressa"

A câmera dessa turma de brasileiros deu pau e eles pediram que eu enviasse esta foto por e-mail. Só que eu perdi o papel com o endereço! A quem conhecer uma dessas figuras, favor encaminhar a encomenda

O mais legal é que Gaudí não projetou apenas construções megalomaníacas. Prédios residenciais de arquitetura ousada estão espalhados por toda a cidade, ao alcance da vista de todo mundo. “La Pedrera” e a “Casa Batló” estão entre os meus preferidos. É uma pena que para acessar o interior e o terraço seja necessário comprar ingressos que custam mais de 15 euros… conheci por fotos na Internet e os espaços são tão interessantes quanto as fachadas. Para quem está viajando com um orçamento mais folgado, acredito que vale a visita.

"La Pedrera": curvas malucas e aço retorcido nas sacadas

Lá do terraço, os garotinhos acenam para quem está viajando com pouco dinheiro

A bela fachada da Casa Batló, repleta de mosaicos de cerâmica quebrada

Na plaquinha à direita, a razão que me impediu de fotografar o interior dos prédios

O Parc Güell

Nem todas as entradas estão barradas para você, mochileiro pão-duro que quer conhecer uma das grandes obras de Gaudí. O Parc Güell, enorme complexo construído nos primeiros anos do século XX para um empreendedor catalão que deu o nome ao projeto, é uma fantástica obra do arquiteto e tem entrada gratuita!

Os turistas se aglomeram nas famosas escadarias que dão acesso à parte superior do Parque

Cores, cúpulas e contornos característicos da arquitetura de Gaudí nas torres da entrada do parque

A salamandra de azulejos é um dos símbolos de Barcelona e do trabalho de Gaudí

As estruturas do Parc Güell foram erguidas no alto de uma colina, o que oferece uma vista fabulosa de Barcelona e uma oportunidade de conferir as principais características do trabalho do arquiteto que conseguiu se unir à história de uma cidade inteira.

A valorização da natureza e dos componentes ambientais do entorno é parte significativa do trabalho do arquiteto catalão

Cada setor do parque guarda uma surpresa diferente

Até o teto ganha importância

No ponto mais alto do Parc Guell, o Calvário confirma a religiosidade de Gaudí

Visitantes relaxam na estrutura de pedra

Lá do alto, é possível ver o Centro e a orla de Barcelona

E em meio aos paralelepípedos de concreto, a ousadia de Gaudí permanece imponente

Barcelona: uma cidade única

Barcelona não é só Gaudí

A capital da Catalunha poderia ser conhecida apenas pelas obras de Gaudí, mas os sortudos moradores de Barcelona ainda têm outras atrações imperdíveis espalhadas pela cidade, como uma das praias favoritas dos europeus. Durante o verão, as areias de Barceloneta se transformam em um dos destinos mais procurados do continente e recebem milhões de turistas.

A orla de Barceloneta e o famoso Hotel W ao fundo

No inverno a praia fica vazia, mas não perde sua graça

O monumento transmite o espírito bem-humorado dos moradores de Barcelona

Há muito mais para ver em Barcelona: as vielas do Bairro Gótico, o Arc de Triomf, a Torre Agbar, o estádio do time de futebol da cidade… quando Shakira gravou por aqui o videoclipe da canção “Loca” ela certamente encontrou uma definição perfeita para essa cidade, que só passou a proibir a nudez pública em maio de 2011.

O belo Arco do Triunfo catalão

A Torre Agbar é um dos ícones da força econômica de Barcelona

A fonte da Pla de Palau: foto especial para os amigos

Por aqui também existe um Museu do Chocolate, uma manifestação artística com bilhões de admiradores

Já viu isso? Uma máquina-gari varre o chão de La Rambla

Entre as criações malucas de Barcelona, o “Caganer” me chamou a atenção. O nome não deixa dúvidas: um bonequinho como esse ao lado, em plena atividade fisiológica, é espalhado por toda a cidade nas festas de fim de ano. 

Como visitei Barcelona em dezembro, conheci as preparações dos moradores para o Natal e vi muitos bibelôs escatológicos como esse, que costumam ser acrescentados à cena do nascimento do Menino Jesus nos presépios. A explicação para a tradição é boa: o Caganer simboliza a união da humanidade, pois o labor fecal é algo comum a todos nós e independe de classe social, nacionalidade ou etnia. 

Quando vi os cartazes na barraquinha, pensei que se tratava de mais um falso cognato: ledo engano

Clique para ampliar e encontre o "caganer" escondido neste presépio, montado no quintal de uma casa em Barcelona

Outras descobertas que preciso dividir com vocês: o pirulito mais famoso do mundo, o Chupa Chups, é criação da Catalunha. A ideia de colocar uma bolinha doce no palito surgiu aqui –  e a logomarca foi criada por ninguém menos que Salvador Dalí! E uma intervenção de utilidade pública que esqueci de compartilhar no post de Madri: para descer do vagão do metrô na Espanha (e em outros países da Europa, como descobri mais tarde), é preciso apertar um botão ou girar a maçaneta na porta. Se você não fizer isso, vai ficar olhando a porta fechada com cara de bobo e perder o destino – que nem eu.

O clássico pirulito Chupa Chups, uma das invenções de maior sucesso da Catalunha

A maldita maçaneta do vagão, que me fez pagar mais um mico pelo mundo

Antes de encerrar o post, divido com vocês mais alguns causos engraçadinhos desta volta ao mundo. Um segredo: trabalhando, dormindo ou viajando pelo planeta, seu cabelo não vai parar de crescer. E o meu, que não é lá essas coisas, cresce como mato! Como eu já tinha aparado a juba em Hong Kong (onde deu tudo certo) e na Tailândia (num salão em que a mulher nunca tinha cortado um cabelo que não fosse liso), imaginava que o cabeleireiro de Barcelona não poderia fazer coisa muito pior e disse que ele podia cortar como quisesse.

Depois que ele passou a máquina embaixo e cortou com a tesoura os fios do topo da cabeça, achei que estava OK. Isso até ele pegar o espelho e fazer aquele clássico movimento para mostrar o trabalho que a gente não enxerga na parte de trás, cuja reação é normalmente “tá ótimo” – normalmente, porque o maldito tinha rapado muito as duas laterais e deixado um rabinho ridículo de cabelo bem no meio da nuca! Eu levei um susto e não consegui disfarçar, o que deixou o cabeleireiro indignado e gerou uma leve discussão para convencê-lo a ajeitar aquela obra digna de um cabeleireiro Caganer. Não teve muito jeito, mas pelo menos amenizou aquela atrocidade capilar.

A obra de arte do cabeleireiro catalão, já amenizada depois de muitos argumentos em espanhol

Na hora de voltar para o Aeroporto de Madri, mais um acontecimento único. Bem atrás da minha cadeira no ônibus, um bêbado gritava coisas incompreensíveis em um dialeto africano. Depois de um rápido bate-boca com o bebum, o motorista buscou a polícia, que pegou o pudim de cana pelo braço e o arrancou do veículo, garantindo mais uma viagem tranquila.

Ah, mais uma curiosidade: aqui na Espanha, é você quem coloca e retira sua bagagem do ônibus. Boa sorte!

E assim encerrei minha passagem pela Espanha. No próximo post, você confere a chegada a Roma, capital de um Estado e sede de outro. Não esqueça de deixar um comentário!

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32 respostas para Barcelona de Gaudí

  1. zuleika leite disse:

    Oi Felipe,
    Adorei teus comentários. Estivemos em Barcelona e tive oportunidade de nos 5 dias que lá passamos conhecer bem os pontos principais. Por que a salamandra como simbolo de Barcelona?
    Li em algum lugar e voltarei a pesquisar mas se souberes agradeceria a informação. Abraços, Zuleika

    • Fellipe Faria disse:

      Oi Zuleika! A salamandra se tornou símbolo da cidade porque é uma das esculturas mais icônicas do Parc Guell, construído por Gaudí. Parece que a cidade em que Gaudí cresceu tinha a salamandra no brasão municipal!
      Abraço,
      Fellipe

  2. Pingback: Barcelona para mochileiros (Dia 1) | O Mochilão

  3. Hélio disse:

    Bom dia Fellipe, gostaria de saber sugestões de albergues ou mesmo hotéis mais baratos e bem localizados em Barcelona.. onde vc ficou??
    Abraços

    • Fellipe Faria disse:

      Oi, Hélio! Em Barcelona fiquei no Urbany Hostel, que fica bem pertinho da Torre Agbar! Achei muito bom, a localização é OK (pertinho de metrô e a uns 20 minutos de caminhada do centrão) e o preço é camarada. Além disso eles têm uma parceria com uma academia muito boa bem ao lado do hostel, o que te dá a chance de viver um pouquinho da rotina dos moradores catalães. Abraço e boa viagem!!!

  4. Marta disse:

    Me encanta este sitio. Cada vez que voy quedo entusiasmada. No soy capaz de dejar de hacer fotos siempre que estoy ah. Enhorabuena por el blog

  5. Jorge disse:

    Fellipe
    Adorei teu blog, cai de paraquedas que aventura deve ter sido deparar-se com o catalão uma duvida que tive foi com relação ao clima em dezembro é frio? ou um clima agradavel?
    Abração
    Jorge

    • Fellipe Faria disse:

      Jorge, é meio frio sim… dei uma pesquisada aqui e vi que a temperatura fica entre 5º e 15º. Eu recomendo fortemente a visita no verão – eu mesmo quero voltar, mas só se for no verão! Abração!

  6. Renata Oliveira disse:

    Já iria comentar a primeira foto com uma super juba !!! rsrsrs Adorei… Divertidíssima a aventura do corte de cabelo. Aliás, todas as aventuras e histórias são ótimas ! Estou adorando conhecer o mundo c/ vc. Vc é D+, Fellipe !! Parabéns e que 2012 lhe traga novas e boas aventuras pelo Brasil ou pelo mundo !

    • Renata Oliveira disse:

      Ahhh… e o CAGANER e o seu significado fecal é ótimo. Interessante, criativo !

      • Fellipe Faria disse:

        Pois é, Rê! Já iniciei o post com essa juba pra vocês notarem a diferença, haha! Muita saudade. Sucesso para NÓS em 2012!!!! Grande beijo!

  7. Steve disse:

    Fala Tocantins , cai de paraquedas no seu blog e achei muito bacana sua trip, to morando em Coimbra Portugal caso ainda passe por terras lusitanas entra em cantato, suas dicas de barca foram muito proveitosas , to aqui e só faltou uma ida sua ao Barcelona FC!!! Abraçao

    • Fellipe Faria disse:

      Caramba, Steve! Que surpresa ver um comentário seu por aqui. Não sabia que você estava em terras lusitanas… É, não deu tempo mesmo de ir ao estádio do Barcelona. E nos dias em que eu estava por lá, eles ganharam do Real Madrid. A galera estava felizaça, hehe! Grande abraço, bom ter notícias sua, rapaz!!!

  8. Letícia Ribeiro disse:

    Fellipe, eu sou uma dos que caíram de para-quedas nesse blog…Rs
    Eu acompanho com frequência o mochileiros.com, porque foi ele que me ajudou MUITO a fazer minha primeira viagem internacional (Buenos Aires-Mendoza-Rosario, AR).
    Estou aproveitando que, por enquanto, estou mais de boa aqui no trabalho e… acredite: eu li todos os seus posts em 2 dias! ahahahah
    Quero dizer que seu blog está sensacional! Muitos detalhes, fotos maravilhosa e uma escrita de dar gosto!
    Tenho muita vontade de fazer uma loucura igual a sua…acho que vai demorar um pouquinho, pois me falta MUITO dinheiro e ainda estou na faculdade…quem sabe quando me formar e trabalhar uns 2 anos como uma grande Economista rsrs.

    PARABÉNS pela iniciativa… eu acho que VIVER é isso mesmo, conhecer o mundo de um ângulo próprio!

    Ótimo restinho de RTW pra você!!!

    Continuarei acompanhando os posts!!!

    Sorte!

    Letícia R.

    • Fellipe Faria disse:

      Letícia, valeu pela visita e principalmente por me deixar saber que você acompanha o blog. Recebo muitas visitas, mas muitas vezes não tomo conhecimento da identidade do leitor… o que posso te dizer é que eu também só consegui fazer uma viagem assim depois que terminei a faculdade. O importante é ter foco no seu objetivo. Dinheiro a gente ganha e gasta… o que a gente aprende pelo mundo fica guardado. Beijo e volte sempre!

  9. Carol Cirino disse:

    Ei, voltei aqui. Está tudo muito legal. Li tudinho e tô empolgada, também quero viajar, muito muito!!!

  10. Putz, já estava atrasada em 4 posts…mas agora tô em dia com sua aventura! Adorei Barcelona, tudo tão lindo! Agora espero ansiosamente suas impressões sobre Roma…ai q invejinha branca!
    Aproveite muito a Itália e curta por mim! Em 2013 também estarei lá! Tomara ne!
    Boa viagem, Bolshoi!
    😉

  11. Andréa disse:

    Continuo amando tudo que você escreve! O Gabriel tem que ler esse post do cabelo! Muito engraçado.
    bjjss

  12. Fernando de Jesus disse:

    Em Paris também é preciso apertar um botão ou girar a maçaneta na porta.

  13. Deise Marinho disse:

    Ahahaha mto engraçado a parte do cabeleleiro caganer! ainda bem que teve um concerto né? me diga uma coisa, o pessoal aí em Barcelona se comunica em inglês? ou são como os franceses que não gostam muito de falar em outro idioma?
    Bjos!

    • Fellipe Faria disse:

      Deise, o pessoal não fala muito inglês, mas nem é por antipatia… é mais porque muita gente não aprendeu mesmo! Mas até entendo, afinal eles têm que saber obrigatoriamente o espanhol e o catalão, enfiar mais uma língua no meio complica tudo! De qualquer forma, os moradores são muito simpáticos. Vale a visita!

  14. Iasmin Gomes Marques de Faria disse:

    Pi do céu ,vc está causando muito impacto com tanta beleza ..achei que vc fico bonito de cabelo raspado .Os lugares são cada um mais bonito que o outro,aproveite muito.Queremos fotos do natal !!!bjbj das suas irmãs

  15. Rafael Papel disse:

    “A fonte da Pla de Palau: foto especial para os amigos”

    eba!! vivo pra isso!!! sei que você não foi além só por causa do processo depois…aahahaha

    curti muito o post, fellipe! parabens!

  16. Daniel Santiago disse:

    kkkkkkkkk… “labor fecal” foi ótima!!

    Se essa foto do seu cabelo é dps dele já ter consertado, porrãn!! Difícil de imaginar como estava antes! hahahaha

    Adorei o post e as informações (como sempre)

    Abração!

    • Fellipe Faria disse:

      Daniel, o pior é que isso foi depois do conserto… agora imagine a cena! Tentar falar com jeitinho em espanhol que foi o pior corte de cabelo da minha vida foi dose… haha! Abração

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