Israel: momentos intensos na Terra Santa

Este post apresenta a passagem pela Terra Santa e as impressões deste mochileiro sobre Israel. O país, marcado por conflitos de longa data, também concentra a fé de boa parte do mundo numa tensa harmonia.

Para sair de Petra e chegar ao território israelense, a maneira mais rápida é atravessar a fronteira Aqaba-Eilat, chamada de Arava Border na Jordânia e Yitzhak Rabin Border em Israel. É preciso pegar a van que sai de Wadi Musa em direção a Aqaba, tomar um táxi até a fronteira e pagar uma taxa de saída (8 dinares, equivalentes a aproximadamente R$ 25) no Setor de Imigração jordaniano.

Na Imigração de Israel, não é necessário pagar nada para entrar no país. Mas esse conforto é compensado por um fortíssimo esquema de segurança, com várias inspeções de raio-x e uma entrevista que mais parece um interrogatório. A garota que me entrevistou aparentava ter uns 19 anos, mas parecia treinada desde criancinha para captar qualquer deslize meu: ela perguntou por que deixei o trabalho, quanto dinheiro eu tinha no banco, o nome de cada cidade onde estive em todos os países que havia visitado até então,  o sobrenome do amigo que havia me dado o mapa de Jerusalém e até o nome que constava no meu perfil no Facebook. Apesar da tensão inicial, fui liberado e rachei com um malasiano o táxi até a rodoviária de Eilat, onde peguei o ônibus para Jerusalém (70 shekels, equivalentes a uns R$ 35).

R$ 60 para entrar e mais R$ 25 para sair... prepare o seu bolso para a Jordânia

Essa é a última grade que separa o país árabe de seu vizinho Israel...

...e essa é a primeira visão de um país em que esquemas de segurança são parte da rotina da população

Um pouquinho de história

Não tem para os EUA, para os países do Velho Mundo nem para os nossos vizinhos da América Latina: a história de Israel é uma das mais esmiuçadas por quem passa pelo ingrato calvário do Vestibular. E obviamente, há uma explicação para isso: as notícias sobre o país que pipocam no noticiário mundial costumam envolvem dezenas de nações que têm a prerrogativa de ditar regras no cenário geopolítico do planeta. A Guerra do Yom Kippur e a Crise do Petróleo de 1973 têm relações estreitas com esse complexo painel (clique para conferir informações detalhadas na Wikipédia).

O conflito árabe-israelense, que começou com o retorno dos judeus para a terra que consideram sagrada no final do século XIX, foi agudizado com a decisão da ONU de criar Israel na região até então conhecida como Palestina – à época, sob domínio do Império Otomano. Os muçulmanos que já viviam por lá enxergaram a ordem como uma invasão de seus próprios territórios e rechaçaram a decisão (sejamos razoáveis: quem concordaria?). Foram décadas de guerras, conflitos e alguns acordos de paz com a constante participação de países vizinhos e superpotências.

Nos dias atuais, o embate tem se restringido a disputas locais entre  israelenses e palestinos – que exigem mais territórios, mesmo após cessão de áreas como a Faixa de Gaza (Gaza Strip) e a Cisjordânia (West Bank), ilustrados no mapa ao lado. Além disso, conflitos internos entre as lideranças palestinas (os famosos partidos Hamas e Fatah) também  afetam a vida dos moradores dessas áreas.

Uma das minhas grandes frustrações nesta viagem foi não ter tido tempo para conhecer mais profundamente Israel e os Territórios Palestinos. Como meu curso de espanhol tinha data certa para começar em Madri tive que enxugar a passagem pelo Oriente Médio. Mas já estão na minha lista de desejos Tel-Aviv, Belém e o Mar Morto – neste último, não entrei porque os machucados herdados na Full Moon Party ainda não haviam cicatrizado e me avisaram que eles provocariam a maior dor que já havia sentido caso entrasse naquelas águas ultrassalinas.

Este artigo completíssimo da Wikipédia é imperdível para quem vai viajar para Israel ou tem interesse nos detalhes da turbulenta história do país.

A chegada à Terra Santa

O trajeto de cinco horas entre Eilat e Jerusalém tinha tudo para ser como qualquer outra viagem de ônibus – não fosse meu vizinho de cadeira. É que o rapaz levava a tiracolo, como quem carrega uma sacola de tomates, um fuzil que devia ter mais de um metro de comprimento. Como vocês devem saber, o serviço militar em Israel é obrigatório para garotos e garotas de 18 anos. O tempo mínimo de serviço é de três anos para os homens e de dois anos para as mulheres. E depois desse período, eles têm que voltar à caserna anualmente para servir mais um mês (no mínimo)! Pelo que conversei com alguns amigos de Israel, além de garantir os diversos esquemas de segurança do país, essa política também ajuda a  fortalecer o patriotismo da  população.

Na parada do ônibus, um flagra discreto do meu vizinho de cadeira e seu trabuco

A estrada de Eilat e Jerusalém corta um cenário árido; para superar as dificuldades do deserto, Israel se tornou um dos principais desenvolvedores de tecnologia para aproveitamento hídrico

No ônibus, uma personagem típica israelense: a judia ortodoxa rapa os cabelos e está sempre com a cabeça coberta em sinal de respeito a Deus

Depois de chegar a Jerusalém e passar por mais um esquema de segurança (já viu raio-x na saída da Rodoviária? Acho que só aqui mesmo), peguei o trenzinho até o hostel e logo caí no sono, porque o dia seguinte seria longo…

A Cidade Antiga

Se você já foi a uma missa, participou das aulas de catecismo ou simplesmente leu alguns capítulos da Bíblia, passear pela Cidade Antiga será um surpreendente reencontro com sua memória (e se for o seu caso, um emocionante contato com sua fé).

Considerada sagrada para três grandes religiões, a Cidade Antiga é uma área com menos de 0,9km² no Centro de Jerusalém. Os  judeus creem que há 3 mil anos o Rei Davi escolheu este local para ser a capital de seu Reino e que aqui seu filho Salomão ergueu seu Templo, cujas ruínas são o local mais sagrado da fé judaica. Muçulmanos acreditam que deste chão Maomé subiu aos céus para se encontrar com os outros profetas do Islamismo. E aqui os cristãos relembram as passagens bíblicas do Novo Testamento, que relatam os últimos momentos de Jesus Cristo antes da ressurreição.

Para chegar ao interior das muralhas que cercam toda a área, é preciso passar por um dos grandes portões que dão acesso à Cidade Antiga. Se você imagina que um local considerado sagrado para tanta gente estará impecável, reduza suas expectativas e prepare-se para se surpreender com o lixo jogado pelas vielas estreitas, mau-cheiro, mendigos e ambulantes empurrando todo tipo de quinquilharia aos peregrinos.

Damascus Gate, um dos portões de acesso à Cidade Antiga de Jerusalém

Por estas vielas estreitas, moradores e peregrinos dividem o cenário de histórias milenares

Este mochileiro radical esticou seu saco de dormir e se hospedou em uma das janelas da muralha

A maior parte das ruas da Cidade Antiga é assim, como uma grande feira

O Quadrante dos Judeus é a exceção: ruas limpíssimas e restaurantes caros

Entre os souvenirs à venda, um artigo que mostra por que o fim dos conflitos ainda está longe

O Muro das Lamentações

Comecei minha peregrinação por um dos símbolos mais fortes da fé judaica. Acredita-se que o Muro das Lamentações, na maioria das línguas conhecido apenas como Western Wall (Muro Ocidental), é a última ruína do Grande Templo de Salomão, um dos locais mais sagrados para os judeus.

A área é dividida com uma mureta, pois somente os homens podem acessar o Muro das Lamentações para fazer suas orações. As mulheres ficam olhando e acenando para maridos e filhos da beira da divisória, especialmente enquanto os homens celebram cerimônias religiosas – como o Bar Mitzvah, comemorado quando os garotos judeus atingem os 13 anos e passam a ser considerados responsáveis por seus atos. Como eu não sabia que as mulheres não podiam tocar o muro e nem tinha reparado na tal mureta, acabei pagando um miquinho ao entrar pelo lado destinado às senhoras e ser espaventado por uma agente de segurança.

Depois de entender o processo, fui para a entrada certa e recebi um kippah, aquele chapeuzinho usado pelos judeus no topo da cabeça. Todos os turistas podem acessar o Muro das Lamentações e a única exigência (além da revista e da passagem pelo raio-x, lógico) é a utilização do kippah – que simboliza o temor ao poder divino, sempre acima de nossas cabeças.

Visão geral do Muro das Lamentações: as mulheres sobem nas cadeiras e ficam acenando para os homens da família

Na entrada para os homens, todo mundo recebe gratuitamente um kippah

Judeus oram em frente ao muro

Na cerimônia de Bar Mitzvah, senhores de barba e cachinhos nas têmporas pulam feito crianças para celebrar a chegada da responsabilidade à vida do garoto

Em frente ao muro sagrado! Eu ainda tentei virar de ladinho para o fotógrafo pegar o kippah, mas acho que não dá pra ver

O Domo da Rocha

Em dia chuvoso no Monte do Templo, a cúpula dourada chama a atenção

A cúpula dourada da Mesquita Qubbat As-Sakhrah é um dos símbolos mais conhecidos de Jerusalém e pode ser vista de boa parte da Cidade Velha. Construída sobre a pedra sagrada onde os muçulmanos acreditam que foi iniciada a viagem do Profeta Maomé ao paraíso, este é o terceiro local mais importante para os fiéis do Islamismo.

Mesmo com tamanha importância histórica, o acesso a esse local é bastante complicado. A entrada para visitantes não-muçulmanos é restrita a horários e dias específicos, símbolos de outras religiões como um kippah ou um crucifixo não podem ser portados (assim como qualquer material com caracteres em hebraico, a língua oficial de Israel) e, apesar dos diversos portões de uso exclusivo para muçulmanos, o turista só pode conhecer o Monte do Templo depois de passar por uma revista completa na passarela de madeira ao lado do raio-x do Muro das Lamentações.

Embora a mesquita seja realmente muito bonita a visita é meio sem-graça, porque quem não é muçulmano é proibido de conhecer o interior do Domo da Rocha. Então, o esquema é aquele bem turístico: subir ao pátio, tirar algumas fotos e seguir viagem.

Por fora a mesquita é muito bonita, mas por dentro não tenho idéia

Do pátio da mesquita é possível observar o árido Monte das Oliveiras, local bastante citado no Evangelho

A Via-Crúcis

Depois de conhecer os focos de peregrinação de judeus e muçulmanos, era hora de reencontrar minhas raízes cristãs. Quem me conhece sabe que não sou um religioso dos mais praticantes, especialmente por conta da frustração com o conservadorismo dos dogmas católicos em assuntos que não deveriam ser da alçada eclesiástica. Ainda assim, tenho meus momentos de espiritualidade. Tenho fé que as coisas não se encerram no nosso último fechar de olhos. E quando o bicho está pegando, sempre costumo fazer uma oração direcionada a um ser superior que, creio, olha por nós.

Mas mesmo para quem não crê em Deus ou na existência de uma espiritualidade, a Via-Crúcis (que aqui se chama Via Dolorosa) é destino certo em Jerusalém. E para mim, percorrer as 14 estações que relembram o caminho percorrido por Jesus Cristo teria um sentido mais especial que simples curiosidade turística.

Cabe ressaltar que o atual caminho da Via-Crúcis na Cidade Antiga tem um sentido simbólico e não há unanimidade a respeito da exatidão geográfica atribuída às estações. O trajeto começa no prédio onde hoje funciona uma escola primária muçulmana, em que apenas um círculo de metal afixado no muro externo indica que ali foi iniciado o Calvário de Cristo. Relembre as 14 estações:

  1. Estação: Jesus é condenado à morte
  2. Estação: Jesus carrega a cruz às costas
  3. Estação: Jesus cai pela primeira vez
  4. Estação: Jesus encontra a sua Mãe
  5. Estação: Simão Cirineu ajuda a Jesus
  6. Estação: A Verônica limpa o rosto de Jesus
  7. Estação: Jesus cai pela segunda vez
  8. Estação: Jesus encontra as mulheres de Jerusalém
  9. Estação: Terceira queda de Jesus
  10. Estação: Jesus é despojado de suas vestes
  11. Estação: Jesus é pregado na cruz
  12. Estação: Jesus morre na cruz
  13. Estação: Jesus morto nos braços de sua Mãe
  14. Estação: Jesus é enterrado

Na entrada do colégio muçulmano, apenas um disco de metal indica o início da Via-Crúcis

A partir da segunda estação, é possível encontrar igrejas e santuários onde as etapas da crucificação são relembradas e sentidas de forma profunda por fiéis de todo o mundo. Planeje seu percurso, pois algumas estações não são facilmente localizáveis e há bastante sujeira e bagunça pelo caminho. De fato, nota-se certo descuido no tratamento de um local tão importante para a fé cristã. Ainda não conheci o Vaticano, mas pelo luxo que alguns amigos relataram creio que não custaria muito à Igreja disponibilizar alguns mapas e materiais explicativos para os fiéis que fazem o percurso.

Nesta igreja, construída na segunda estação da Via-Crúcis, o padre reza uma missa em latim

Esta estação homenageia Simão de Cirene, que teria carregado a cruz de Cristo até a Gólgota

Nesta outra estação, há um buraquinho em que os fiéis colocam o dedo e fazem o sinal da cruz; A inscrição em latim significa "Jesus Cristo é Vitorioso"

Depois de percorrer as nove primeiras estações, chegamos ao ápice da peregrinação: dentro da Igreja do Santo Sepulcro, estão localizadas as cinco estações restantes e uma série de locais sagrados para os fiéis cristãos. Nesta basílica, é possível tocar a rocha da Gólgota (onde se acredita que a cruz foi erguida), abençoar crucifixos e outros artigos na pedra onde o corpo de Cristo foi deixado e entrar na tumba em que seu corpo foi sepultado (um local muito apertado, onde só podem entrar três pessoas por vez e um religioso russo fica controlando os segundos – só deu tempo de rezar um Pai Nosso antes de ser puxado para fora).

A Igreja do Santo Sepulcro, destruída e reerguida muitas vezes. O prédio atual foi construído no século XII

O local onde Cristo foi sepultado e ressuscitou; é preciso enfrentar uma longa fila e se abaixar para entrar no local, onde só cabem três pessoas por vez

Depois de percorrer a Via-Crúcis e relembrar os últimos momentos de Cristo, é hora de pensar nas pessoas que nos dão saudade e abençoar alguns presentes para o dia do reencontro

Apesar da tensão que paira por toda a Cidade Antiga, a Igreja do Santo Sepulcro tem uma atmosfera diferente. Por aqui não existem aparelhos de raio-x nem olhares de suspeita sobre sua fé. Quando visitar Jerusalém, aproveite os momentos de tranquilidade e emoção que viverá neste local. E não se esqueça de rezar (ou pelo menos torcer) para que a mesma paz alcance os inocentes afetados pela intolerância e pela guerra mundo afora.

A despedida

Depois de um dia tão intenso, cheguei ao hostel planejando dormir e partir logo cedo para uma outra via dolorosa: o caminho de volta até Amman, onde o voo para Istambul me aguardava. Mas meus companheiros de quarto do hostel insistiram tanto que acabei saindo na noite gelada de Jerusalém para conhecer um típico pub israelense.

New York, Dublin e Juiz de Fora reunidos em Jerusalém

Acabei me arrependendo amargamente de cada gole de cerveja ingerido naquela noite, pois a viagem no dia seguinte seria a mais complicada de todas e a ressaca não me ajudaria em nada. Para voltar à Jordânia da maneira mais rápida, eu precisava cruzar a fronteira do Jordan River, que fica no norte dos dois países. Peguei um ônibus até a cidade de Beit She’an, onde quase ninguém falava inglês (e como vocês podem imaginar, meu vasto conhecimento de hebraico se resume a “shalom”).

Descobri que o táxi até a fronteira ficaria em 60 shekels, mas o soldado que me deu informação garantiu que a melhor forma de chegar ao local era pedindo carona na estrada. Como meus gastos no Oriente Médio já haviam extrapolado minhas previsões e tenho larga experiência com caronas do tempo de faculdade, decidi arriscar. Os primeiros minutos foram tensos, pois pouquíssimos carros passavam pela rodovia. Mas meia hora depois já havia pegado três caronas, que avançavam alguns quilômetros e me largavam no meio do caminho antes de virar em alguma estradinha paralela. Uma última carona e finalmente cheguei até a fronteira, onde precisei pagar a taxa de 101 shekels para deixar Israel e mais 20 dinares para um novo visto jordaniano.

Para chegar à fronteira, o melhor jeito é levantar o dedão

Na Sheikh Hussein Bridge, o preço da viagem até Amman é tabelado e a única forma de economizar é arranjar alguém para rachar a corrida. O problema é que não havia mais ninguém por ali (e olha que eu esperei mais de meia hora!). Aceitei meu destino e morri na facada de 39 dinares para chegar novamente à capital da Jordânia.

DICA PARA MOCHILEIROS: FRONTEIRAS JORDÂNIA x ISRAEL
Há três fronteiras entre Jordânia e Israel. Este post detalhou o complexo esquema de acesso e cruzamento por terra entre a fronteira do Sul (Aqaba-Eilat) e a do Norte (Jordan River). A fronteira mais próxima entre Jerusalém e Amman, pela King Hussein Bridge, é também a mais conhecida entre os mochileiros  – especialmente os que querem evitar o carimbo israelense no passaporte, que inviabiliza a entrada em países como Líbano, Síria, Arábia Saudita e Kuwait. A fronteira da King Hussein Bridge ficou famosa pelos interrogatórios extremamente agressivos dos jovens militares israelenses e também pelo longuíssimo (e imprevisível) tempo que os agentes de Israel obrigam os estrangeiros a esperar até a liberação da entrada no país. Como meu tempo era exíguo e vistos de entrada na Jordânia não são emitidos nesta fronteira, não pude passar por ali para contar como é. Mas este link é extremamente útil para quem pretende cruzar qualquer fronteira entre Jordânia e Israel.
 

Ponto de táxi vazio da Sheikh Hussein Bridge no fim de tarde

…E foi assim minha passagem pela Terra Santa. Que tal deixar um comentário e dizer o que está achando? Tem alguma dúvida, sugestão, crítica? Então clica aí embaixo! No próximo post, você conhece Istambul, uma cidade com um pé na Europa e outro na Ásia. Até lá!

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42 respostas para Israel: momentos intensos na Terra Santa

  1. Muito obrigado por cada dica. Agregou muito ao meu roteiro. Estou indo no final do mês. Creio que a experiência será tão boa quanto. Receoso pela travessia à Jordânia…#oremos rs

  2. marcelo disse:

    ola fellipe, estou pensando em ir conhecer a terra santa, de tela viv ir apé ate jerusalém, não falo inglês e nen espanhol, não sei o q levar nen qto levar, não tenhu idéia do frio ou calor q vou passar no deserto, gostaria muito de dormir uma noite, duas ou mais no deserto ao relento, caso possa me ajudar agradeço muito , obrigado sou de jau int d sp, abraçoss

    • Fellipe Faria disse:

      Marcelo,
      Essa é uma aventura e tanto… sugiro que planeje muito bem essa jornada, porque são 70km de caminhada. Se tu andares 10km por dia, vai demorar uma semana pra chegar. Tenta entrar em contato com algum israelense pra que ele possa te ajudar!
      Um abraço e boa sorte

  3. john john lambeth disse:

    parabens pela reportagem compartilhada… estou la pela segunda vez agora em dezembro e suas fotos e escrita me deu umas ideias…
    grato por compartilhar…

    John John

  4. Murilo disse:

    Cara.. gostaria de fazer um tour por Israel, Jordania e Egito. O dolar ta caro e a ideia do mochilão é a mais cogitada,com certeza. Existe alguma empresa que faz alguma rota de onibus, levando nos lugares estratégicos, porém, nos possibilitando hospedagem em hostels? Eu fiz um mochilão pela Nova Zelandia assim, foi bem mais barato.

    Você saiu chegou com tudo bookado ou foi ao estilo “cada dia é um dia”? Como se planejou?

    Um abraço

    • Fellipe Faria disse:

      Murilo, se existe eu não conheço. Ali no Oriente Médio em especial eu fui seguindo minha rota do jeito que dava tempo ou vontade. Como meu tempo por ali era curto (eu tinha um curso de espanhol com data pra começar em Madri), privilegiei algumas coisas e não vi o Mar Morto, por exemplo! Abração

  5. Simone Costa disse:

    Oi Felipe.Tudo bem? Parabéns pela viagem inesquecível.Mas acho que vc se enganou.A foto com a senhorinha agachada e na pedra da crucificação e nao na Tumba. Eu tive a sorte de conseguir tirar uma foto dentro da tumba,realmente muito pouco tempo. Foi onde eu me senti mais emocionada…

  6. Leila disse:

    Oi Felipe, quando visitei o Domo da Rocha em 2000….nossa faz tempo, eu entrei sem problemas, so tive que colocar um lenco nos cabelos, e entrei dentro das duas mesquitas, Al Aqsa tambem, sao lindissimas, fiquei maravilhada e tonta, sem palavras..so nao me deixaram fotografar la dentro, pegaram a camera e devolveram na saida. Na epoca havia turistas de todos os lugares la, lembro disso…mas acho que mudaram, depois da provocante visita do sharon, que desencadeou a Intifada…moro atualmente na jordania, se quiseres alguma informacao daqui, estou a disposicao. Ate mais,
    Leila

    • Fellipe Faria disse:

      Leila, que legal essa informação. Não sabia desse caso da visita de Ariel Sharon, acabei de ler tudo aqui no Google. Quando eu visitei e até hoje a entrada de não-muçulmanos é proibida, então a visita ao Domo da Rocha realmente perdeu parte da graça, uma pena. Se um dia voltar à Jordânia certamente entrarei em contato! Obrigado e grande abraço!

  7. Patricia C de Faria disse:

    Ola Fellipe! Meu nome e Patricia. Estava procurando no google algumas curiosidades sobre Jerusalem, pois estou de viagem marcada para Israel, quando me deparei com seu blog. Voce relatou divinamente cada momento da sua viagem e quem teve o prazer de ler seu relato sobre Jerusalem ficou certamente encantado e mais animado a conhecer o lugar. So nao entendi um detalhe…MULHERES NAO PODEM TOCAR NO MURO??? Estou levando uns 50 bilhetinhos dos amigos para colocar nesse muro….Como farei isso se nao me permitirem toca-lo? Aguardo sua resposta. Muito obrigada pela atencao e por nos passar suas experiencias. Parabens! Abraco. Patricia.

    • Fellipe Faria disse:

      Oi, Patrícia!
      Sugiro ler esse artigo:
      http://www.lpc.org.br/noticias/835-mulheres-judias-lutam-pela-igualdade-junto-ao-muro-das-lamentacoes
      Na verdade, não tenho certeza absoluta de que a grade impede que as mulheres toquem no muro ou apenas acessem a parte “mais sagrada”, se é que se pode falar nisso. Mas você pode explicar isso para algum turista homem que esteja com você e pedir para que ele coloque os papeizinhos no muro, acho que é tranquilo. Só sugiro ter atenção ao pedir isso a um desconhecido, porque lá qualquer coisa pode ser considerada como ameaça.
      Boa sorte e depois me conte como foi!
      Abração!

    • Odilon E. Silva disse:

      As mulheres podem tocar no muro sim, mas em área separada e reservada para elas.Em meados de novembro de 2011 eu minha mulher oramos nesse muro; mas não achando que iriamos receber mais bençãos do que se fosse em outro local.Deus é ESPIRITO e está em todo lugar, conforme Jesus disse à mulher samaritana, narrado no N.Testamento

  8. alciney disse:

    Muito legal, parabens, ENtao a melhor maneira de entrar em Israel, vindo de Amam, é pela POnte King Faisal, e evitar assim o carimbo no passaporte? Obrigado

    • Fellipe Faria disse:

      Alciney, a melhor maneira vai depender de tempo e dinheiro! Em geral, os mochileiros usam a fronteira da King Hussein Bridge (mais demorada e com interrogatórios longuíssimos). Lembro que a ausência do carimbo no passaporte vai depender muito da boa vontade dos fiscais da imigração de Israel…
      Uma boa dica é seguir as instruções deste link:
      http://www.jordanjubilee.com/travelme/toisrael.htm
      Abraço!

  9. BATISTA disse:

    ola meu querido o meu sonho e sonheçer esse lugar maravilhoso e abençoado
    se vc puder ne da uma dica meu querido eu queria muito visitar essa cidade santa e maravilhosa muito obrigado meu querido que JESUS abençoe vc e sua familha oje e sempre meu msn meu querido LIMABATISTAMANOEL@HOTMAIL.COM muito obrigado que deus o abençoe fica com DEUS.

  10. Lucas Alban Machado disse:

    Prezado Felipe,

    Estou aqui novamente para fazer perguntas!!!! Pelo que percebi de Wadi Mousa até Jerusalém levou praticamente um dia inteiro, estou correto? Bom pelo que percebi preciso de 2 dias em Jerusalém ou mais?

    Obrigado pela ajuda

    Lucas

    • Fellipe Faria disse:

      Lucas, tô à disposição para respondê-las!
      Considere sim um dia de viagem de Wadi Musa a Jerusalém, planeje tudo direitinho e tente seguir essa ordem descrita no blog! Você pode perder tempo na imigração e não são tantos horários de ônibus de Eilat para Jerusalém…
      Eu conheci tudo em Jerusalém em um dia só, mas eu fiquei tão cansado que não consegui ir ao Museu do Holocausto, que dizem ser extremamente interessante e impressionante. Se tiver dois dias, você vai curtir muito mais.
      Abraço!

  11. bruno disse:

    voce entraou na tumba onde o corpo de jesus foi deixado?

    • Fellipe Faria disse:

      Sim, Bruno! O local é esse da foto com uma senhorinha se agachando para entrar… é bem apertado e um homem fica na porta acelerando a entrada de todo mundo para evitar formação de filas muito grandes!

  12. Pingback: O Vaticano é pop | O Mochilão

  13. Renata N Oliveira disse:

    Adorei nossa visita a Israel. Emocionante. Deu ainda mais vontade de conhecer ! Parabéns e boa viagem !

  14. Eduardo Zanatta disse:

    Is someone being lazy???
    Waiting for Istanbul \o/
    🙂

  15. Eugenio disse:

    Cara, parabéns pelo blog. Tá bem legal. Acesso vários blogs como o seu, de pessoas viajando pelo mundo e contando. E o seu tem se mostrado um dos melhores e mais completos. Parabéns, continue assim. Abs

  16. Diogo D disse:

    Dai cara tudo bem ? Sou o Diogo primo do Bicas está lembrado de mim ? Muito audaciosa sua aventura e estou ansioso para cada novo post.Você realmente me surpreendeu com sua disposição de largar tudo e seguir em frente mundo afora e por sorte podemos compartilhar do seu olhar de viajante e curtirmos um pouco também.Rapaz de uma lida nestes camaradas pt.wikipedia.org/wiki/Jack_Kerouac pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Theroux grandes aventuriros também.No mais é isso e boa viagem…

  17. Eduardo Zanatta disse:

    Uai so!!!
    Muito interessante, apesar de eu nao ter gostado de Jerusalem!!! 🙂
    Aguardando ansiosamente o post de Istambul, cidade que visitei 10 anos atras e posso dizer que mudou o rumo da minha vida.. foi quando eu decidi largar tudo um dia para viajar \o/
    Aproveite cada minuto
    Abracao

  18. Tatiane Hilgemberg disse:

    Bol, coisa linda! Emocionei-me com seu relato… Boa sorte no resto da viagem, e a gente fica aqui torcendo pra que tudo dê certo.

  19. Daniel Santiago disse:

    Muito bom, amigo! Aguardando o post de Istambul (esta é, com certeza, uma das cidade que pretendo conhecer algum dia)

    Abração!
    Se cuida!
    Saudades…

  20. Bolshoi, tô encantada com este post! Que maravilha ow! Imagino que deve ter sido ótimo ter conhecido estes lugares. Só vc mesmo p pegar carona em Israel. Doido! rsrsrs
    Boa sorte pela frente e economize, hein! Num vai virar mendigo no estrangeiro! huahuahauhauhau
    bjus
    🙂

  21. Verônica disse:

    Bôl, me emocionei com seu post! Acho que foi uma das paradas e histórias que mais esperei para conhecer. Espero que um dia eu possa visitar a Terra Santa e, quem sabe, levar minha família! Uma dica: escreva mais! Mais posts e mais detalhes corriqueiros da viagem! Beijão!

    • Fellipe Faria disse:

      Vevê, valeu pelo toque! Às vezes é difícil encontrar um tempinho e um local calmo para escrever mais… e esse sistema do WordPress é lerdo, para subir fotos é um caos. Vá à Terra Santa sim e leve sua galera… vocês vão amar e se emocionar muito, tenho certeza! Obrigado sempre pelo apoio!!! Beijão

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