Alegria, simplicidade e história no Camboja

Deixei a Tailândia por alguns dias para conhecer o Camboja, um país que ainda tenta se reerguer após o fim da ditadura do Khmer Rouge. O regime, liderado pelo comandante Pol Pot, foi responsável por um dos maiores genocídios da história – cerca de 20% da população do país foi exterminada entre 1975 e 1979.

Para uma contextualização mais profunda, a Wikipédia traz outras informações sobre o Reino do Camboja e os terríveis anos de ditadura do Khmer Rouge. Como você viu neste post, também vale a pena assistir o filme “The Killing Fields” (“Gritos do Silêncio”) antes de visitar o país. A capital é Phnom Penh, mas o principal atrativo é o complexo de Angkor Wat, localizado na cidade de Siem Reap.

A van do capeta

O tuk-tuk à esquerda provavelmente garantiria uma viagem mais confortável que esta van

As primeiras histórias do Camboja começam ainda na Tailândia. Eu havia fechado um pacote de transporte entre Bangkok e Siem Reap por 450 bath (equivalente a cerca de R$ 25), o que incluiria a van até a fronteira entre os dois países e  mais um ônibus até o centro da cidade mais procurada pelos turistas que visitam o Camboja.

A moça da agência de turismo (na Khao San Road existem dezenas delas) assegurou que eu estaria em Siem Reap às 16h (oito horas de viagem), mas na noite anterior à partida fui pesquisar algo sobre a cidade na Internet e acabei encontrando relatos de mochileiros que desaconselhavam fortemente a compra desses pacotes. O motivo? Para garantir comissão junto a algumas guesthouses do local, os agentes atrasam ao máximo a chegada do ônibus, garantindo que os mochileiros desembarquem tarde da noite, completamente exaustos e sem condições de procurar outras opções de hospedagem! Por isso, se você pretende ir de Bangkok a Siem Reap, não faça como eu: acesse antes este e este link.

Como já tinha comprado a tal porcaria de pacote e em Bangkok nem adianta cogitar a possibilidade de reembolso, decidi seguir pelo menos até a fronteira, onde eu tentaria encontrar algum mochileiro para dividir um táxi e encurtar significativamente a viagem até Siem Reap. Depois de acordar cedinho e esperar uma hora pela saída da van, tudo que eu havia lido naqueles links acontecia em sequência: o ar-condicionado do veículo não dava conta do calor infernal, o espaço para os passageiros é minúsculo e fizemos três paradas num curtíssimo espaço de tempo, com direito a um último stop para almoço num muquifo a pouquíssimos quilômetros da fronteira (só para ter uma idéia da tortura, a van deveria sair de Bangkok às 7h30 e o relógio já apontava 14h).

Uma das espeluncas em que a van diabólica fazia suas incessantes paradas

No restaurante, um pobre esquilo engaiolado... dá pra entender?

Nesta última parada, o pessoal da agência começou a pressionar os passageiros que ainda não haviam tirado o visto para o Camboja para que o serviço fosse repassado a eles por US$ 35 (eles apresentam desculpas esfarrapadas dizendo que o processo é demorado, que a agência facilita a concessão do visto ou que a duração obtida pela empresa é maior. Não caia nessa). Eu sabia que o visto pode ser retirado em minutos na chegada à fronteira por US$ 20 (é necessário levar foto de visto, que pode ser tirada na Khao San Road). Eles insistiram e eu comecei a falar em voz alta que aquilo tudo era um absurdo, aquela quantidade de paradas, a cobrança por algo que nós poderíamos fazer sozinhos… depois de um burburinho que se instalou no local, eles arrumaram uma van só pra mim, que me levou rapidamente até a fronteira.

A Ponte da Amizade na fronteira entre a Tailândia e o Camboja

Aqui também tem Free Shop: produtos refinados e de valor inestimável

Depois de carimbar minha saída da Tailândia e preencher um formulário no quiosque da Quarentena, cheguei ao setor de imigração do Camboja, onde uma placa enorme indicava o valor da taxa de visto para turistas: US$ 20. Mas o inacreditável aconteceu. Um policial, de pé ao lado da parede de vidro onde os visitantes devem entregar o passaporte, olhou para mim e disse: twenty dollars and one hundred baht, please.

Ou seja: mesmo com uma placa gigantesca me informando que a taxa era de US$ 20 dólares, a corrupção da polícia do Camboja se apresentava sem um pingo de pudor ali na minha frente, por meio de uma cobrança descarada de 100 baht. Não pelo valor (que na verdade é insignificante, equivalente a US$ 3), me recusei a pagar a propina e entreguei apenas a cédula de 20 dólares. O policial fez uma cara terrível, mas mesmo temendo que atrasassem a concessão do meu visto tive a certeza que fiz a coisa certa. E não deu em nada: meu passaporte foi devolvido com a etiqueta que autorizava minha entrada no Camboja em menos de três minutos.

Depois dessa experiência terrível, entrei na van gratuita rumo à Estação de Ônibus, onde tentaria encontrar outros mochileiros para rachar a corrida do táxi até Siem Reap. Chegando ao local, praticamente deserto, um casal de namorados com mochilas gigantescas nas costas denunciava que aquele era meu dia de sorte. Instantes depois, Scott, Emily e eu nos refrescávamos no ar-condicionado do velho Civic que nos deixou em Siem Reap por volta de 17h. Menos de duas horas de viagem, US$ 9 por cabeça. Naquela noite encontrei alguns dos mochileiros que estavam na primeira van e descobri que o ônibus da agência só havia aportado às 20h.

No Centro de Siem Reap, ainda tivemos que pegar um tuk-tuk até o hotel. Chegar antes do anoitecer valeu a pena

Siem Reap

Finalmente instalado em um hotel bom e barato (US$ 10 pelo quarto com cama de casal e ar-condicionado), caí no sono para conhecer Siem Reap no dia seguinte. A cidade não tem muitas atrações: alguns templos interessantes, uma rua cheia de barzinhos conhecida como Pub Street e muita gente oferecendo massagens, comida, artesanato e passeios de tuk-tuk. É tanto ambulante que dei logo um jeito de aprender a falar “não, obrigado” em khmer, a língua oficial do país: “Têi, ó-kum”.  Tudo em Siem Reap é muito barato, mas é indispensável pechinchar para não ser vítima das lorotas dos vendedores, tão malandros quanto ambulantes cariocas.

Pela foto do rostinho acnéico, acho que isso deve ser uma clínica de estética

Esta é a Pub Street, cheia de barzinhos e restaurantes

Os turistas sentam na borda desta piscininha e os peixes fazem uma massagem completa, comendo as células mortas e renovando a pele das solas mais cascudas... vai na fé, a placa avisa que não tem piranha ali dentro

Dezenas de templos como este estão espalhados pela cidade

Mesmo com a grande quantidade de templos em Siem Reap, novas construções estão sendo erguidas. Para satisfazer as orações da população budista ou as expectativas dos turistas?

A maior parte das ruas de Siem Reap é de chão batido e muitas ainda nem têm nome, sinais da história de um país em reconstrução. Mesmo assim, a enorme quantidade de hotéis (alguns cinco-estrelas), guesthouses e restaurantes impressiona e confirma que o turismo é a principal fonte de renda para a maioria dos moradores. Caminhando pelas ruas próximas ao rio que corta a cidade, menos frequentadas pelos estrangeiros, é possível encarar a realidade triste e miserável vivida por parte da população. Ao redor das palafitas erguidas em frente ao curso d’água, donas-de-casa lavam as roupas da família e colhem cocos e outras frutas que serão vendidas aos turistas no Centro, enquanto crianças desnudas correm e brincam no calor do Camboja.

O asfalto ainda não chegou à maior parte das ruas de Siem Reap

Cena de uma vida sem grandes confortos na cidade mais visitada do Camboja

Muitos moradores passam horas tentando pescar alguma coisa no Siem Reap River

Às margens do rio, mulheres colhem frutas e lavam as roupas

Em meio às palafitas, o menino se refresca navegando peladinho em uma bacia

Mesmo com a vida dura, a alegria dos cambojanos é aparente e natural. Sempre dispostos a bater papo e trocar experiências, os nativos têm um sorriso fácil e amigável – até aqueles que não falam inglês. É o dia-a-dia de uma volta ao mundo mostrando que a felicidade pode ser encontrada nos locais mais improváveis.

O trânsito é uma atração à parte em Siem Reap

Conte comigo: são quatro crianças com a motociclista, que valoriza a segurança e não esqueceu do capacete

O vôlei parece fazer mais sucesso que o futebol nas praças públicas de Siem Reap. Um detalhe curioso: muitos jogadores disputam a partida só de cueca!

Os templos de Angkor

Considerado a maior construção religiosa do mundo, o complexo de templos de Angkor Wat está localizado a poucos quilômetros do Centro de Siem Reap. É possível percorrer o local de carro, tuk-tuk e até de bicicleta (para conhecer Angkor Wat de bike é preciso estar em excelente forma física, pois o parque é gigantesco).

Como meu tempo aqui no Sudeste Asiático é escasso, decidi conhecer o complexo inteiro em um único dia. Conversei com um motorista de tuk-tuk e acertei o preço: US$ 15 pelo dia inteiro de transporte (a moeda local é o riel, mas negociar em dólar é sempre mais vantajoso para os turistas e também para a população). O nascer do sol em Angkor Wat é um dos espetáculos mais famosos entre os visitantes, mas para testemunhar esse momento é preciso sair da cama às 4h30 da madrugada.

O tuk-tuk me pegou no hotel às 5h. Depois de uma fila rápida na bilheteria (valores: US$ 20 / bilhete de um dia; US$ 40 / 3 dias; US$ 60 / uma semana), finalmente cheguei ao templo principal de Angkor Wat na companhia de outras centenas de turistas, que também acordaram cedo para ver o sol nascendo por trás das famosas estupas. Quando as cores do céu começaram a mudar, veio a certeza de que aquele pequeno sacrifício valeria a pena. A imagem daquele amanhecer já pode ser considerada um dos pontos altos desta viagem.

O tuk-tuk saiu do hotel ainda na completa escuridão

A bilheteria do templo abre às 4h40

O início da alvorada em Angkor Wat

O amanhecer em Angkor Wat já é um dos momentos inesquecíveis da viagem

Os primeiros raios de sol atingem a passarela que dá acesso ao principal templo de Angkor

Finalmente amanhece em Siem Reap e os turistas começam a circular

Dentro do templo, imagens dignas de filme de aventura

Conhecer Angkor Wat é uma experiência muito rica. O turista pode caminhar por todo o templo, subir os degraus (milhares deles, aliás), ter contato com as esculturas talhadas nas pedras e admirar ainda mais essas construções, erguidas entre os séculos X e XII como locais de adoração religiosa. Em um centro histórico de dimensões tão gigantescas, é natural que algumas áreas estejam em reforma ou proibidas para visitação – mas nada que reduza o valor da visita.

Depois de desbravar cada corredor do templo principal, é hora de tomar um delicioso cafezinho nas tendas que vendem comida aos visitantes. Foi o pior café da manhã da minha vida, mas como saco vazio não para em pé eu não tinha outra opção.

A praça de alimentação luxuosa de Angkor Wat

Estas são as cozinhas onde a galera prepara o delicioso desjejum

No banheiro, o grande mistério de Angkor: qual a função da água cristalina ao lado da privada? Pensando bem, acho melhor nem tentar descobrir

Depois de conhecer o templo principal, embarquei no tuk-tuk mais uma vez e comecei a percorrer as outras edificações do complexo. Muitas escadas, esculturas e corredores sombrios depois, o cansaço começa a bater. São mais de 10 templos espalhados pelo parque de mil quilômetros quadrados, um maior que o outro e todos com suas características próprias.

E pensar que algumas destas construções foram erguidas há mais de mil anos...

Árvores cresceram em meio aos templos, criando cenas espetaculares

Os turistas podem caminhar por todo o complexo

A cada corredor, uma surpresa

Os elefantes, que tiveram papel fundamental no transporte das pedras para a construção dos templos, ainda podem ser vistos por ali

Quem tem medo de altura deve se preparar para muitas escadas longas e estreitas

E quem viaja sozinho pode se preparar para pedir favor a muitos fotógrafos de ocasião

Na entrada de todo templo, uma rotina parecida: dezenas de mulheres oferecendo água de coco, refrigerante e souvenirs diversos. E como as tendas são muito próximas, quando alguém vai comprar uma garrafa d’água três ou quatro vendedoras abordam o cliente ao mesmo tempo, deixando o coitado na difícil situação de decidir onde comprar o produto em meio àquela gritaria. Dentro do templo, crianças imploram pela compra de cartões-postais, pulseirinhas, pinturas ou mesmo pela doação de um dólar “para ajudar a escola do templo”.

Ambulantes por todo lado

Muitas crianças vendem cartões-postais e lembrancinhas sob os olhares coniventes da polícia e da administração do complexo

Após mais de 10 horas caminhando e subindo degraus num calor infernal, finalmente venci o desafio de conhecer todos os templos de Angkor. Experiência única e muito especial, concluída com uma sensação de dever cumprido.

É preciso vencer muitos degraus para compreender a grandiosidade dos templos de Angkor...

...mas a vista lá de cima sempre compensa o esforço

Foram mais de 10 horas de caminhada para conhecer todo o complexo

O esforço valeu a pena. Angkor: mais uma missão cumprida!

As crianças do Camboja

Não vou lembrar do Camboja apenas pelos tuk-tuks, pelos ambulantes ou por seu trânsito maluco. Nem só pela poeira, pelo calor ou pela história escrita nas pedras que mantêm viva a memória de Angkor Wat. O que mais me tocou na passagem por este país foi a realidade das crianças, vistas aos montes em todos os lugares – estudando, brincando e, infelizmente, trabalhando.

Mesmo com o parquinho da escola enlameado, ninguém deixa de brincar

As garotinhas constroem seu próprio templo de Angkor

Em uma das escolas de Siem Reap, crianças tocam instrumentos regionais e pedem doações

O controle de natalidade não parece ser um costume adotado pelo povo cambojano. Alguns nativos me contaram que a maior parte dos casais pretende ter mais de três filhos, uma estrutura familiar que não muda do dia para a noite. Essa pode ser uma das razões para tantas campanhas contra a exploração sexual infantil no Camboja e para a presença intensa de crianças pedindo esmolas e vendendo lembrancinhas pelas ruas.

Em meio a esse aparente desamparo, é impossível não se encantar pelas carinhas inocentes. Cuidado: a simpatia dos ambulantes mirins, que falam inglês fluentemente (bem melhor que os adultos), pode render um rombo para o seu bolso. Como não se sensibilizar com essa garotada? Depois de conhecer as crianças do Camboja, é fácil entender por que este foi o país em que Angelina Jolie adotou seu primeiro filho.

O danadinho deve ter cinco anos e já aprendeu a pescar

Esse outro estava correndo pelado pela rua e depois se enrolou numa toalha

Com um pão velho na mão, o menino pede esmola: imagens de partir o coração

Na janela do templo, os sorrisos fáceis de uma vida simples

O Mochilão se despediu do Camboja e já está de volta à Tailândia para conhecer as famosas praias paradisíacas do país. Tenho certeza que o próximo post vai deixar todo mundo com vontade de adiantar as férias… que tal clicar aí embaixo e deixar um comentário?

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48 respostas para Alegria, simplicidade e história no Camboja

  1. Pauline disse:

    Muito animal! To indo pra la dia 15/12 fazer um roteiro parecido. Bangkok, Siem reap, krabi phi phi, raylay beach, koh phangan e koh tao, nesta sequencia. To indo sozinha também! Saberia dizer se para entrar no complexo Angkor exigem alguma vestimenta específica? QUeria saber se pode ir de blusa regata, pois me informaram que nos templos em bangkok não pode.
    A entrada no angkor precisa comprar antecipada?

    • Pauline disse:

      ps: Parabéns pela criatividade e dedicação aos posts, serão de muita utilidade!!

    • Fellipe Faria disse:

      Oi Pauline! Que demais seu roteiro!
      Sobre Angkor, como você pode ver nas fotos, eu estava de regata (o calor lá é MUITO forte). Os templos não são considerados templos religiosos budistas, então acho que não tem esse problema (mas pra mulher pode ser diferente, vale levar um “paninho” qualquer coisa, hehe. Eu comprei a entrada no dia mesmo, não tem problema com isso não porque o complexo é gigantesco!

  2. Rodrigo disse:

    Olá Felipe,
    Parabéns pelo relato , muitas dicas interessantes.
    Irei para Siem reap dia 8/01/13, mochilão, e gostaria de saber se é melhor reservar o hostel antes. E de Siem reap para phnom phen é fácil ir de onibus ?
    Obrigado
    Abs
    Rodrigo

    • Fellipe Faria disse:

      Rodrigo, tem MUITO hotel em Siem Reap. Acho melhor olhar o que te agrada lá na hora, porque é tudo barato e ali tudo depende de localização (tente ficar perto da “Pub Street”). Em todo hotel te dão informação sobre ônibus pra Phnom Phen, é bem fácil de ir também. Aproveite bastante e depois conta pra gente o que achou! Abraço

  3. Ana disse:

    Ei Fellipe tudo bem?
    qual o nome do hotel que vc ficou bom e barato??
    =]

    • Fellipe Faria disse:

      Oi, Ana! Hotel em Siem Reap é uma coisa interessante – eu fiquei num chamado Garden Village, mas os nomes lá são todos parecidos e como ficava em uma das ruas de terra vai ser difícil localizar pelo endereço. Ressalto que os preços variam de acordo com o dia (é possível encontrar bons lugares a US$ 5 por noite, como nesse que fiquei) e a qualidade dos quartos também. O negócio é tentar chegar cedo para bater BASTANTE perna e olhar com os próprios olhos… algumas coisas para alguns são inaceitáveis (pra mim, só falta de janela e sujeira). Para outros, tudo tá de bom tamanho. O negócio é encontrar um motorista de tuk-tuk que tope te levar a vários hotéis (eles normalmente topam e até pedem para fazer isso, porque ganham comissão do dono). Não pode ficar sem graça de falar que não gostou, porque depois o arrependimento é amargo! Espero que você encontre um bom lugar pra repousar por lá e aproveite a magia de Angkor Wat! Abraço!

  4. Aline Fujikawa disse:

    Estou adorando o seu blog! Comecei a ler depois da indicação no blog do Fred e da Letícia e não parei mais!!! O legal é que você além de contar a história e as belezas de cada lugar por onde passa, também fala das mazelas e dá dicas incríveis para qualquer viajante. Pretendo fazer uma RTW com meu noivo daqui uns 2 anos e tenho certeza que tudo o que estou lendo por aqui será super últil. Brigadão!!

  5. Rosângela disse:

    Fellipe
    estou acompanhando a viagem do Fred e Letícia e acabei achando em meio aos comentários deles o link para o seu blog. Sabe, acho que começei a te acompanhar também. Nunca havia lido blog de viagens volta ao mundo, mas ao conhecer a mãe da Letícia ela me contou a aventura de sua filha e me falou sobre o blog deles. Acho que não vou parar mais. É uma “viagem”!!!!
    É como falei a eles, adoro viajar mas não era minha prioridade conhecer esses lados, mas diante desses relatos, estou começando a repensar. Vocês estão me fazendo descobrir caminhos fascinantes.
    Parabéns pela sensibilidade nos relatos, principalmente quando falou das crianças.
    Continue aproveitando! Estou aguardando o próximo post.

    • Fellipe Faria disse:

      Rosângela, tive o prazer de conhecer pessoalmente o Fred e a Letícia aqui em Bangkok. Eles são ainda mais legais ao vivo, hehe! Espero que nossos relatos te estimulem a conhecer esses cantos, ainda pouco explorados pelos brazucas. Chegar aqui é realmente mais caro, mas o custo de vida – mesmo para o turista – é muuuito baixo, então acho que dá pra equilibrar. Obrigado pelos elogios e pela visita. Conto com seu retorno! Abração!

  6. Fala, Felipe! Beleza?
    Chegamos ontem em Bangkok e já deu pra sentir muito bem o clima que vc descreveu… Agora mesmo estamos te escrevendo da piscina do hotel! 🙂
    Vc já tá de volta? Vamos marcar uma cerveja? Ficaremos aqui só até amanhã. As praias paradisíacas nos aguardam! Aliás, vc nos sugere alguma?
    Abraços!
    Letícia e Fred

    • Fellipe Faria disse:

      Sugestão de praia é Koh Phi Phi na certa! Se quiserem algo mais sossegado, Lamai Beach em Koh Samui… e a cerveja, vamos marcar pra já! Respondi no blog de vocês, que tal às 21h? Abração!

      • Xiii… Tarde demais! Perdemos sua resposta… Vamos remarcar pra amanhã (ou hj já, né). Estamos no Rikka In (luxo e riqueza ehehehe…) tb na Khao San, do lado de um 7elevan. Bora marcar aqui em frente de novo as 21hs? Abs!

  7. Angélica disse:

    Acompanho sua jornada desde o post do encontro com Beyoncé em NY – de quem sou fã de carteirinha (ahka MUITA INVEJA DE VC) – e cada novo país e nova cultura, admiro sua coragem e percebo o quanto esse mundo é grande, distinto e semelhante à realidade brasileira. Na verdade, acompanho suas histórias pq é isso que eu quero para mim; viver!. Morando numa cidade turística brasileira, pequena na extensão e nas oportunidades, percebo que -infelizmente e curiosamente- não conheço praticamente nada da minha cidade – digo, o que os turistas aqui apreciam -, muito menos das outras terras que não comem feijão, bife e farofa no almoço HA e eu quero conhecer, apreciar, desfrutar do novo, do ideal, do que vejo nos filmes, nas músicas, nos relatos. E por não ter coragem -talvez, dinheiro tb. haha- recorro a esse grande descobridor e corajoso (SIM! você) para conhecer pelo menos por outras percepções um pouco do mundo e dos meus sonhos. Continue desfrutando por mim.

    Aguardando o próximo post, cabra (digo no meu nordestinês, rapaz) corajoso. =)

    de Natal/RN – BraSil

    • Fellipe Faria disse:

      Que beleza receber tantos comentários dos amigos do Nordeste… uma das primeiras viagens que quero fazer na minha volta é conhecer esse nosso litoral insuperável! Valeu demais pela visita e pelo comentário! Abraço!!!

  8. Rodrigo disse:

    Estimado,

    Parabéns pelas reflexões e pela viagem.

    Estou gostando muito de seus relatos.

    Rodrigo Natal – RN

  9. Wanderson Lima disse:

    Felipe, sua viagem é inspiradora. Obrigado por compartilhar conosco momentos únicos em sua jornada. O amanhecer no complexo de templos foi incrível, realmente. Fiquei emocionado com seu olhar sensível à realidade das crianças do Camboja. Aquela foto da criança com pão mofado e uma caneca para receber dinheiro é impactante. Continue firme em sua jornada. Você já não é o mesmo que deixou o Brasil. Demonstra em seus textos que felicidade não tem nacionalidade e nem conta bancária. E isso é a mais pura verdade. Com muita vontade de passar por essa experiência. Talvez, depois de ler o seu livro. Sim, você precisa colocar isso em um livro. Grande abraço de seu colega de profissão do Nordeste brasileiro, Wanderson.

    • Fellipe Faria disse:

      Wanderson, é muito gratificante saber que pessoas como você leem e gostam das palavras que tentam resumir essa experiência… obrigado pelo comentário, me deixou muito feliz! Continue acompanhando as novidades e comentando! Grande abraço!

  10. Vera disse:

    Estou acompanhando sua volta ao mundo, e adorando seus comentarios.
    beijos Vera e Ermita.

  11. Samantha disse:

    Olá Fellipe! Obrigada pelo comentário lá no MalaPronta.com! 🙂
    Incrível o seu post, adorei conhecer a sua visão do Camboja.
    Abraços! 🙂

  12. Carol Cirino disse:

    Hhehehe, imagino bem como foi essa situação da van, vc falando mais alto… os templos são perfeitos!! Beijos.

  13. Andréa Siqueira disse:

    Eu sempre digo que um barraco faz parte! Como não reclamar dos desmandos? Tem muita
    falta de respeito pra todo lado! Gostei!
    Amando!!!!!!!!!!!!!!!!! beijão!

  14. Bicas disse:

    To rindo até agora do barraco na van. Tinha que ser… hauahuahauhauahuaha
    Mas valeu a pena, né !?! Abração seu moço

  15. Eliza disse:

    Adorei!!!
    Post Enorme e cheio de detalhes!
    Mas, não entendi uma coisa: Quantos dias vc ficou no Camboja?

    Bjos

    • Fellipe Faria disse:

      Eliza, foram só três dias… mas deu pra ver bastante coisa! Da próxima vez quero conhecer os Killing Fields em Phnom Penh, porque não dava tempo. Beijo!

  16. Eu to viajando, sem sair de casa. Valeu.

  17. Marcelo Casagrande disse:

    Parabéns Felipe, de mto bom gosto os relatos, to fazendo digamos meu mochilão em partes… manero tua idéia…

  18. Daniel Santiago disse:

    ” Eles insistiram e eu comecei a falar em voz alta que aquilo tudo era um absurdo, aquela quantidade de paradas, a cobrança por algo que nós poderíamos fazer sozinhos”
    HAHAHAHAHAHAHAHA… se te conheco bem, imagino o BARRACO q vc nao teve ter armado! kkkkk

    Pediram 3 dolares de propina?? Em Tijuana no Mexico o policial pediu 20 dolares e tivemos que dar!

    Esperando ansioso o post sobre as praias da Tailandia

    abracao!

  19. Ilmara disse:

    Felipe, estamos curtindo sua aventura e conhecendo o mundo com seus relatos. Estamos aguardando sua próxima parada. Boa sorte, beijos
    Ilmara e Luís Fernando

  20. Sensacional, Fellipe!! Daqui a pco estaremos por essas bandas e vamos usar suas preciosas dicas! A primeira delas, nada de pacote de viagem da Tailândia pro Camboja! ehehehe
    Estamos agora na Índia (ontem, fomos no Taj Mahal, louco!). Devemos ficar por aqui por mais uns 10 dias e aí voamos pra Bangkok. Vamos ver por onde nos achamos nesse pedaço do mundo!! Abraços e boas viagens!

  21. Viviane disse:

    Amigooooooo!
    Que delícia acompanhar seu blog! Amo, amo! Saudades imensas.
    beijos!

    PS: decida logo a sua vida, pois preciso decidir a minha! = D

  22. Kécia disse:

    Fiquei curiosa em saber qual foi afinal o seu desjejum para ser classificado como o pior café da manhã da sua vida!…rs
    Adorei!! Bjo.

    • Fellipe Faria disse:

      Kécia, era pra ser uma refeição simples, pedi café e pão com manteiga. Mas o café parecia uma água suja coada num pé de meia, o pão estava murcho e a margarina parecia uma gordura sintética da mais vagabunda… faz parte! =D

  23. Verônica disse:

    Bôl, quem não entende suas ironias perde metade da diversão com seus posts! Rs Beijão!

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