10 dias no Peru: os preparativos

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Pessoal, como prometido, depois da série sobre Barcelona do Bruno Bosi, nosso autor convidado (valeu, Bruno!), vou resgatar as dicas e histórias de algumas viagens que fiz neste ano que ficou sem posts. A primeira delas é a viagem para o Peru, que fiz em agosto de 2013. A época é excelente para visitar o país, porque o tempo é seco e já não estava TÃO frio.

Peru

Aproveitei as duas semanas de férias e viajei com a Julia, uma amiga do trabalho. O mapa ao lado mostra o circuito que deu pra fazer em 10 dias: Foram 6 noites em Cusco, 2 noites no ônibus noturno da ida e volta de Arequipa e uma noite em Aguas Calientes, o vilarejo que é a base para a visita a Machu Picchu. Excluí a Visita ao Vale Sagrado da programação porque eu não tinha tempo e meus amigos que fizeram o tour disseram que não valia a pena. Foi um mochilão muito bacana, que não saiu muito caro. Meus gastos totais somaram cerca de R$ 1.500.

Quando eu estava planejando as férias, acabei dando sorte e encontrando uma promoção fenomenal para viajar pela TACA. A passagem de ida e volta (Guarulhos-Lima-Cusco) custou cerca de R$ 650, já com as taxas.

Quase toda viagem para o Peru deve começar por um mesmo ponto em comum: a complexa compra do ingresso para as famosas ruínas de Machu Picchu, que têm limite de visitantes por dia. Portanto, vamos começar pelas orientações para esse primeiro passo.

Como comprar o ingresso para Machu Picchu?

Como a preservação do complexo é extremamente importante para o Peru, a quantidade de visitantes que podem entrar no parque é limitada diariamente a cerca de 3 mil pessoas. Por isso, é fundamental comprar os tickets de entrada com antecedência.

A confusão vai começar aqui, OK? Antes mesmo de ver se há ingressos disponíveis para a data desejada, sugiro abrir duas abas: uma para o site de compra dos ingressos do parque e outra para comprar o ingresso do trem de Ollantaytambo a Aguas Calientes (há duas companhias: a IncaRail e a PeruRail). Afinal, se não houver assento no trem na véspera da sua subida a Machu Picchu, o único jeito de chegar lá é a pé, pela Trilha Inca (eu não tinha tempo nem estava preparado fisicamente para essa trilha, mas nos hostels de Cusco é possível se informar da disponibilidade de ingressos, também limitada).

Com as abas abertas, vá verificando as disponibilidades para a sua modalidade de ingresso no calendário do site do governo peruano. Há três modalidades de ingresso:

  1. Machu Picchu: permite apenas a visitação às ruínas
  2. Machu Picchu + Huayna Picchu: permite visitação às ruínas + a subida à montanha Huayna Picchu, a mais simbólica e que sempre estampa o fundo das fotos dos visitantes (ingresso disponível em dois grupos de horários para a subida da montanha)
  3. Machu Picchu + Montaña: permite visitação às ruínas + a subida à Montaña Machu Picchu, a mais alta, menos famosa e com trilha mais longa. Esse foi o ingresso que escolhemos.

À esquerda, a famosa Huayna Picchu. À direita, a montanha que subimos

Com a data escolhida disponível tanto no site de Machu Picchu quanto no site da companhia ferroviária, é hora de superar outro obstáculo: a confirmação da compra com cartão de crédito.  Como você deve imaginar, é preciso ter um cartão de crédito internacional para efetivar o pagamento do ingresso. Mas como no Peru é altíssima a quantidade de fraudes bancárias, o site só aceita cartões Visa que tenham o selo Verified by Visa.

Por algum motivo, o meu cartão passou (e ele nem tinha o tal selo!). Se o seu não passar, você tem algumas opções:

a) Entrar em contato com seu banco e verificar o que pode ser feito (mesmo sem o selo estampado no cartão, seu gerente pode habilitar a função)
b) Entrar em contato com a equipe de atendimento ao visitante de Machu Picchu pelo e-mail callcenter@drc-cusco.gob.pe
c) Pagar o ingresso com um cartão Visa Travel Money (dizem que dá certo!)
d) Comprar o ingresso com uma agência de viagens nacional ou peruana
e) Assumir o risco e deixar para comprar o ingresso em um hostel ou agência física no Peru

Como você pode ver, cartão de crédito é um problema em viagens para o Peru. Por isso, leve bastante dinheiro vivo (de preferência dólares) e vá trocando o necessário em uma casa de câmbio confiável por lá. O Peru é um país em desenvolvimento, então é preciso lembrar o óbvio: cuide bem dos seus pertences e evite andar com muita grana em zonas perigosas ou desconhecidas, assim como você faria no Brasil.

Quanto custou viajar para o Peru?

Para ajudar os leitores, listei os principais gastos do mochilão que eu fiz pelo Peru (as cotações e os preços podem ter mudado – pesquise tudo antes de embarcar!)

Voo SP-Lima-Cusco: TACA – Aproximadamente R$ 650 ida e volta
Hostel Cusco: Millhouse Hostel – R$ 50 a diária
Hostel Aguas Calientes (base para Machu Picchu): Supertramp – 32SL a diária
Van Cusco-Ollantaytambo + Trem Ollantaytambo-Aguas Calientes: Aproximadamente US$60 (cada trecho)
Ônibus Cusco-Arequipa: 49SL (cada trecho)
Ingresso Machu Picchu + Montaña: Aprox. R$ 120

Agora você já sabe como preparar seu mochilão para o Peru. A chegada a Cusco, nossa experiência com o Mal da Altitude – o famoso soroche – e a magia das cidades incas você confere nos próximos posts!

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Barcelona para mochileiros (Dia 4)

Por Bruno Bosi

Último dia em Barcelona! Bateu aquele cansaço, combinado com a vontade de ficar mais um pouquinho. Meu sono durou três horas, mas levantei bem disposto para ir para a Catedral Sagrada Família.

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imageÉ uma catedral que está em constante construção. Dizem que vão terminar a obra em 2026, ano do centenário da morte do arquiteto: Gaudí. De novo, baseado na natureza, tudo é curvo, simétrico e excêntrico. É incrível como foi construída e, no momento em que entrei na Catedral, algumas coisas me chamaram atenção. A primeira delas é a sonoplastia do lugar: ele projetou um teto com claraboias hiperbólicas que impedem a propagação do som, além de um teto alto que diminui a propagação das ondas. Resumindo: não há nenhum barulho no lugar, mesmo lotado de turistas. A iluminação também é impressionante: a luz é quase inteiramente natural e a igreja é projetada de uma maneira que exala vivacidade e leveza. Simbolismos cristãos são também bem presentes (como o triângulo no teto que representa a eternidade de Jesus e o curioso quadrado mágico da idade de Cristo, na foto ao lado). Surpreendente e difícil de descrever.

Vale lembrar que, mais uma vez, a compra de ingressos deve ser feita pela internet. O monumento histórico é bem requisitado – se não o mais requisitado de Barcelona – e, por isso, deve-se marcar o horário de visita. Este é um dos pontos que eu não gostei: a Igreja virou um monumento artístico e perdeu toda a característica singular. Sempre que você entra numa igreja, você sente uma vibe meio diferente, mesmo não sendo muito religioso. Lá não foi o caso. Uma pena, porque daria ao lugar um significado ainda mais excêntrico. Desvantagens da massificação do turismo.

Depois disso, voltei para o hostel para encontrar com os brasileiros e almoçar no mercado La Boquiera (de novo). Já estava com dó de tanto dinheiro gasto e resolvi optar pelo prato mais barato mais uma vez: calamari. Estava tão bom quanto antes. Os brasileiros que estavam comigo pediram um mix de frutos dos mar. Apesar de ser bem estranho (diria até feio), é uma delícia! Vale experimentar.

Fui fazer os programas que tive que cancelar no domingo: o Museu do Chocolate e o Bairro Gótico. O Museu do Chocolate é legal, mas não indicaria. São apenas algumas esculturas feitas de chocolate e painéis que explicam a história do chocolate. Para quem mesmo assim tiver interesse, o museu se localiza no Bairro Gótico, então continuei meu turismo por lá. E é mesmo incrível. Ruas super estreitas (espero que tenham boa noção de localização, pois não é muito difícil se perder) e casas altas deixam as ruas escuras – creepy e interessante. Sugiro que olhem as varandas das casas, têm coisas bem distintas e as grades são uma diferentes das outras, é muito singular.

A parte ruim deste dia foi o meu cansaço: ja não estava muito disposto a caminhar. Mas fui, sim, aos lugares mais famosos do bairro, parei em cafeterias e aproveitei o dia. Tinha que ir ao aeroporto, que ficava a 40 minutos da cidade, no meio da tarde. Assim, acabou meu dia e minha passagem por Barcelona.

Acho que o ápice do dia foi o monumento que vi na rua e fiquei sem reação: um Picasso no meio da rua?
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É isso mesmo: um sketch de Picasso na parede de um prédio perto da igreja do bairro. Como eu disse, olhem para os lados! Há muitas coisas interessantes pra ver.

Este foi o roteiro e minhas impressões de Barcelona. Gostaria de agradecer muito ao Fellipe por ter disponibilizado este espaço para contar um pouco mais da história para vocês. Fiz outras viagens pela Europa. Quem sabe vêm mais posts por aí?

Até breve (?),
Bruno Bosi

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*Bruno Bosi, 19 anos, é estudante de Economia e gosta muito de viajar. Passou 2 meses na Inglaterra estudando inglês e aproveitou os fins de semana para circular pela Europa.

Quer contar a história da sua viagem também? Deixe aqui um comentário e O Mochilão entra em contato com você!

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Barcelona para mochileiros (Dia 3)

Por Bruno Bosi

No terceiro dia eu tinha planos menos elaborados e não precisaria correr pra fazer tudo. Bom, eu estava tranquilo quanto ao tempo, mas não sabia que no domingo Barcelona para. Evite domingos lá. Não tem quase nada aberto: mercado La Boquiera, lojas, bairro gótico… Meus planos incluíam o Bairro Gótico, museu do Picasso, museu do Chocólatra, obras de Gaudí na avenida De Graça e o estádio do Barcelona (Camp Duo). O bairro gótico tive que cancelar porque seria perda de tempo, então fui conhecer as obras do maior arquiteto catalão.

Casabatllo2As casas de Gaudí localizam-se na avenida De Graça – é a avenida com as lojas mais luxuosas de Barcelona. Não ligo muito para lojas, muito menos para as de grifes, mas foi bem estranho andar numa das ruas mais movimentadas de Barcelona com quase tudo fechado. As casas de Gaudí (Casa Batlló e La Pedrera) são muito bonitas por fora; e, apesar de querer entrar, nem me atrevi a pagar 21 euros. Para mim, umas das coisas que está virando moda na Europa e que está desencorajando turistas é cobrar altos preços para entrar em lugares históricos. É uma pena. Deveria ser acessível a todos, ou pelo menos a um preço menos salgado.

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Vale a pena se enfiar nos becos paralelos e perpendiculares à rua de Graça porque são, às vezes, quarteirões fechados que têm vários
restaurantes. Rodei por um bom tempo, parei em uma cafeteria e resolvi olhar meu caminho para o museu do Chocólatra e do Picasso. Outro ponto negativo do domingo: as coisas fecham mais cedo. O museu do chocolate fecha às 15h, o que me fez suspender a visita também.

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Mas ainda tinha Picasso. Olha, eu trocava 20 museus de chocolate por museus como o de Picasso. Primeiramente porque universitário não paga entrada (que normalmente custaria 11 euros) e segundo porque é um museu muito bem organizado cronologicamente, o que faz dele um dos melhores museus em que já estive. A exposição do museu é distribuída de tal forma que você consegue ver a evolução do traço dele e a mudança de humor e de estilo ao longo dos anos. Para mim, o melhor traço em obras de arte é o grosso e rápido, sem precisão, mas que forma uma figura no fim das contas. Picasso é assim. É impressionante o traço firme mas “aleatório” que ele tinha (me lembrou Van Gogh).

A exposição mostra desde autorretratos a sketches de lápis, pinturas em tons azulados melancólicos, influência do naturalismo de Michelangelo com o toque único cubista. A representação realmente cubista (que é o que faz Picasso ser conhecido – quem não conhece Guerníca?) está presente na última etapa da exposição. É a interpretação de Picasso da tela de Velasquez (Las Meninas), a tão famosa metalinguagem e expressão barroca como “arte livre”. É impressionante a expressão “exagerada” que Picasso dá às personagens da tela e consegue transmitir exatamente o que a tela original retrata com sutileza. Sugiro que leve uma foto de las Meninas para comparar os trabalhos.

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Posso dizer que este foi um dos quadros de que mais gostei. O painel explicava que, por causa da influência catacônica de Michelangelo naquela época, Picasso introduziu um pouco de naturalismo em sua pintura, mas continuou com um toque leve de cubismo. Essa tela mostra exatamente isto: os traços firmes que delineiam o rosto, mas os cubos que preenchem o corpo.

Depois do melhor museu que já fui, voltei ao hostel para descansar um pouco e tomar banho (tente se programar para tomar banho em horários que provavelmente já terão limpado o banheiro de manhã e quando ninguém ainda tomou banho).

Depois segui para o estádio do Barcelona. Muuuito bonito, gigante, mas não entrei. Se não me engano, são 18 euros para entrar e achei que não compensava. Mas vai do gosto de cada um!

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De volta ao Hostel, entro no quarto e – tcharãm! – lá estão os brasileiros. Brasileiros juntos na Europa é pedir para fazer festa. Foi isso que aconteceu. Eram um casal de irmãos. Quando encontramos umas escocesas, a noite estava feita. Sei que fui dormir às 5h da manhã, sabendo que no outro dia tinha que levantar às 9h no máximo, porque a Basílica Sagrada Família me esperava.2014-08-21 12.54.20

PS: este dia andei bastante (porém não tanto quanto no segundo dia). De qualquer forma, a expressão de “nossa” continuou no meu rosto quando olhei esta imagem:

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Barcelona para mochileiros (Dia 2)

Por Bruno Bosi

Como estava bem cansado, me dei o luxo de dormir até um pouco mais tarde. Depois de levantar, resolvi tomar café no mercado La Boquiera. MEU DEUS, tomem sempre café lá. É incrível: frutas frescas, suco variados, comidas de tudo quanto é jeito. Porém não é barato, então não se empolga ao entrar no mercado porque há várias barracas que vendem os mesmos produtos. A dica é ir andando até o fim do mercado, onde os produtos são quase 25% mais baratos.

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Como levantei mais tarde e fiquei entusiasmado com o mercado (rodei cada centímetro gastando quase 2 horas lá), almocei por lá mesmo. Os melhores frutos do mar que já comi! Não é (muito) caro e vale cada centavo – paguei em torno de 10 euros (tome a famosa sangria junto do calamari).

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O que mais me impressionou no mercado foi como as frutas e frutos do mar eram frescos (alguns ainda vivos). Dica: se for vegetariano, nunca entre neste mercado. Tem, além disso tudo, presuntos, azeite, sal, azeitona e outras “especiarias” para vender. É de encher os olhos.

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Depois do mercado, resolvi ir para a praia (La Barceloneta), que é um pouco distante do hostel (uns 7 km, acho). Sugiro que ande pelo menos uma parte porque é muito bonito. Depois de andar um bocado, aluguei um longboard e fui passeando até a praia mediterrânea:

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A praia é bizarra: a areia não é nada parecida com a brasileira. De qualquer jeito foi bem bom. Só não se assustem com a galera pelada: nudismo lá é mais do que normal.

Hora de voltar pro hostel, descansar um pouco e sair de novo para o Parc Güell. O parque é uma das famosas obras do arquiteto Antoni Gaudí, que buscou inspiração em todas as suas obras no movimento da natureza (ou seja, nada de linhas e cantos). O lugar é muito bonito, mas é preciso comprar ingresso para entrar (para variar) na parte mais interessante do parque. Comece pelo mirante, pois a vista é linda e você consegue ver as obras de Gaudí de longe. De novo, aproveite o pôr do sol. Não se esqueça de reservar o horário de entrada no parque pela internet, primeiro porque é mais barato (7 euros na internet e 8 diretamente no parque) e segundo pois não estará sujeito à indisponibilidade de ingressos.

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Para falar a verdade, quando entrei na parte exclusiva de ingresso não fiquei tão surpreso. São incríveis os mosaicos de Gaudi e é imensurável o tamanho do trabalho que ele teve para fazer cada metro de parede e escultura. Mas não me encheu os olhos. Gosto próprio. Fim de turismo, voltei pro hostel, devo dizer, decepcionado.

Chegando no hostel era hora de achar algo para fazer. E a maior vantagem de ficar em hostel quando você está sozinho é a socialização: 10 minutos no hall e arranjei a companhia de uns italianos e umas francesas para sair. Depois já viu, né? Bebeu, dormiu.

imageNeste dia, ao todo, andei 26 quilômetros com bastante prazer. A propósito, sempre meço a quilometragem pelo aplicativo S Health, que já vem preinstalado no Galaxy S4. Aconselho a todos que têm Galaxy com este aplicativo a usufruirem a sensação de “nossa, andei mesmo tudo isto?”.

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Barcelona para mochileiros (Dia 1)

Por Bruno Bosi*

20140726_123931Fellipe me disponibilizou o espaço dele para contar um pouco da história das minhas viagens para vocês. Fiquei 4 dias em Barcelona e vou contar um pouco do que eu percebi e vivi lá. Algumas dicas também. Espero que gostem.

Estava sem expectativa alguma de ir para lá. Eu tinha que escolher entre Roma e Barcelona. Roma é Roma, dispensa qualquer tipo de explicação, mas o dinheiro estava curto e Barcelona era quase 50% mais barato. Então, vamos para Barcelona! Foi meu último desvio de rota do meu intercâmbio na Inglaterra – e valeu cada centavo.

Estava em Bournemouth, cidade em que estava morando na Inglaterra, e peguei um avião da polêmica Ryanair. O avião atrasou um pouco mais de uma hora e cheguei em Girona (um aeroporto a 45 minutos de Barcelona).

20140725_214128A capital da Cataluña é uma cidade bem difícil de andar. Aconselho que deixe o seu Google Maps aberto com o endereço do hostel registrado. Levei uns 30 minutos caminhando até meu albergue. Depois do Check-in, arrumei minhas coisas e fiz compras no supermercado.

Ideal Youth Hostel ficava bem perto da rua principal de Barcelona – La Rambla; e de todos os hostels que já fiquei, este foi o melhor deles. Com estrutura e design totalmente jovial, o hostel tinha WiFi grátis, era limpo e os quartos eram OK (não tem como um quarto de hostel ser perfeito). Superou minha expectativa e o preço era bem acessível. A localização do hostel é realmente muito boa. A menos de um quarteirão tem um KFC e um McDonald’s, a 5 minutos o Mercado la Boquiera e a 10 minutos um supermercado.

Corri então para comprar água, suco e um biscoito (dinheiro curto e muuuuito calor). Dica: ande sempre com água na mochila – Barcelona é incrivelmente quente. O castelo

Depois disso tudo, resolvi fazer o programa que talvez estaria cheio no fim de semana e que o pôr do sol ajudaria a vista. Acertei em cheio. Fui ao Montijuïc, um parque em uma das montanhas de Barcelona. Aconselho que sempre usem o metrô, não é tão caro e o passe M-10 ajuda a economizar (você tem direito a 10 passagens, que podem ser usadas por mais de uma pessoa). Porém, as informações do metrô não são das melhores. Fiquem espertos.

Chegando lá você pode escolher subir de teleférico (9 euros), ônibus ou a pé. Fui a pé e não me arrependi. A subida é bem íngreme (procure os atalhos entre os morros para cortar caminho), mas a vista é muito linda. Quando chegar no Castelo, olhe todos os centímetros em volta e depois vá descendo, curtindo a vista e parando nos parques pelo caminho.

Teleférico na descida do Castelo Montïjuic

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Parei num parque um pouco depois da fundação Miró, onde tirei fotos muito bonitas. Estava bem calmo e relaxante (pare e coma nesses locais, a descida foi bem cansativa, então aproveite lugares legais para descansar).

Fonte Fundação MiroDepois disto fui em direção à tão famosa Fontana Mágica. É muito bonita e todo mundo a idolatra, mas, aqui para nós, tem lugares muuuito melhores. Sim, é uma fonte dançante com músicas pops atuais, que fica infestado de turistas. Cuidado, arranje um lugar para respirar na multidão. Fiquei lá um tempo descansando e “apreciando” turmas de jovens (mais jovens que eu) cantando e dançando com as músicas.

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Apesar de não ser o lugar mais bacana, lá tirei a foto mais bonita de toda a viagem:

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Voltei para o hostel e já era hora de tomar banho e sair para comer algo. E por falar em comida, não gaste seu dinheiro com McDonald’s, Starbucks ou KFC em Barcelona. Experimente as tapas espanholas. Uma melhor do que a outra!

Fim de dia. 14 quilômetros. E um quase-arrependimento só de lembrar que cogitei não ir a Barcelona.

*Bruno Bosi, 19 anos, é estudante de Economia e gosta muito de viajar. Passou 2 meses na Inglaterra estudando inglês e aproveitou os fins de semana para viajar pela Europa.

Quer ler mais sobre Barcelona? Veja também este post aqui!

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O que vem por aí

Cusco

Pessoal, quero ressuscitar O Mochilão de verdade. Por isso, estou trazendo algumas novidades:

Bruno Boni

Bruno Bosi, nosso primeiro convidado!

O Mochilão vai ter autores convidados!

Nos próximos dias, um leitor do blog vai contar relatos de sua passagem pela Europa e trazer mais detalhes de Barcelona, além do que já contei em outros posts. E você, quer escrever um post e ajudar outros mochileiros com histórias de locais que você curtiu? Deixe aqui um comentário com a sua ideia que a gente pode avaliar a melhor forma. Você só precisa gostar de escrever, saber as normas básicas da gramática e da ortografia e adorar viajar!

 

Mais lugares para conhecer

Ibitipoca

Nesses meses sem postar, não deixei de viajar. Por isso, minha missão é contar muito mais sobre lugares como Cusco, Machu Picchu e Arequipa (Peru), Cabo Polônio (Uruguai), o Parque Estadual de Ibitipoca, em MG, e a subida do Pico da Bandeira, na divisa dos estados de Minas e Espírito Santo. Vamo? \o/

Pico da Neblina

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Quanto custa fazer um mochilão?

Dinheiro do mundo

 

Essa é a pergunta que mais recebo aqui nos comentários do blog. Com pequenas variações, mas sempre em torno desse fator que infelizmente ainda é o que faz o mundo girar: o dinheiro.

“Quanto custa um mochilão de um mês pela Europa?”

“Quanto custa estudar inglês na Inglaterra?”

“Quanto custa dar a volta ao mundo?”

Explico por que essa é uma pergunta difícil de responder:

Depende do seu perfil

Você dividiria quarto com mais 23 pessoas de todos os sexos, religiões, culturas, etnias, costumes e – muito importante – cheiros? Se você estiver disposto a isso, o preço do quarto do hostel vai baixar. Se você prefere um hotel na frente do ponto turístico mais badalado da cidade, pode multiplicar a grana de hospedagem por 10 (sem exagero).

Você comeria feito um urso polar no café da manhã pra economizar com comida durante o dia, sem medo dos olhares assustados dos coleguinhas? Toparia levar vodka escondida em saquinhos de sacolé/chup-chup na roupa íntima pra balada? Isso vai te ajudar a economizar!

Na visita a Paris, você faz questão de subir no topo da Torre Eiffel? Acha que uma visita a Nova York não é a mesma sem uma tarde de compras na Apple Store e uma noite no circuito ds musicais da Broadway? Inclua esses gastos no seu planejamento. Se prefere desbravar a cidade real, já pode aproveitar (as peças off-broadway muitas vezes incluem o sucesso de amanha em NYC, por exemplo).

Depende do seu roteiro

Paris, Londres e San Francisco são mais caras que Roma e Barcelona, que são mais caras que Madri e Lisboa, que são absurdamente mais caras que o <3 Sudeste Asiático <3. Tenha isso em mente e procure saber o custo médio da hospedagem (HostelWorld) e também das atrações e refeições (Trip Advisor), E gosto é que nem bunda, né galera? Fico sem saber o que responder quando me pedem dicas de qual lugar visitar, porque a pessoa pode odiar o que eu mais gostei (e vice-versa).

Depende de fatores externos

O planejamento de um mochilão vai depender muito do câmbio, do mercado de aviação e do contexto político e econômico da região que você vai visitar. Quando eu comprei a passagem RTW, com o dólar a R$ 1,70, me custou $ 6.500 (mais ou menos US$ 3.800). Outro dia fiz a simulação com um roteiro parecido e deu R$ 11.700 (com o dólar a R$ 2,30, mais ou menos US$ 5.000). Com a crise na Argentina, está tudo absurdamente barato por lá – é uma ótima opção pra quem quer mochilar com pouca grana e ainda não está com o inglês afiado, por exemplo.

 

Obs.: Quero aproveitar para pedir desculpas pela ausência. Meu último post, ironicamente entitulado “O Mochilão não morreu”, precedeu um ano e meio de hibernação. Mas não morreu mesmo, viu? :P

 

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