Barcelona para mochileiros (Dia 4)

Por Bruno Bosi

Último dia em Barcelona! Bateu aquele cansaço, combinado com a vontade de ficar mais um pouquinho. Meu sono durou três horas, mas levantei bem disposto para ir para a Catedral Sagrada Família.

image

image

image

imageÉ uma catedral que está em constante construção. Dizem que vão terminar a obra em 2026, ano do centenário da morte do arquiteto: Gaudí. De novo, baseado na natureza, tudo é curvo, simétrico e excêntrico. É incrível como foi construída e, no momento em que entrei na Catedral, algumas coisas me chamaram atenção. A primeira delas é a sonoplastia do lugar: ele projetou um teto com claraboias hiperbólicas que impedem a propagação do som, além de um teto alto que diminui a propagação das ondas. Resumindo: não há nenhum barulho no lugar, mesmo lotado de turistas. A iluminação também é impressionante: a luz é quase inteiramente natural e a igreja é projetada de uma maneira que exala vivacidade e leveza. Simbolismos cristãos são também bem presentes (como o triângulo no teto que representa a eternidade de Jesus e o curioso quadrado mágico da idade de Cristo, na foto ao lado). Surpreendente e difícil de descrever.

Vale lembrar que, mais uma vez, a compra de ingressos deve ser feita pela internet. O monumento histórico é bem requisitado – se não o mais requisitado de Barcelona – e, por isso, deve-se marcar o horário de visita. Este é um dos pontos que eu não gostei: a Igreja virou um monumento artístico e perdeu toda a característica singular. Sempre que você entra numa igreja, você sente uma vibe meio diferente, mesmo não sendo muito religioso. Lá não foi o caso. Uma pena, porque daria ao lugar um significado ainda mais excêntrico. Desvantagens da massificação do turismo.

Depois disso, voltei para o hostel para encontrar com os brasileiros e almoçar no mercado La Boquiera (de novo). Já estava com dó de tanto dinheiro gasto e resolvi optar pelo prato mais barato mais uma vez: calamari. Estava tão bom quanto antes. Os brasileiros que estavam comigo pediram um mix de frutos dos mar. Apesar de ser bem estranho (diria até feio), é uma delícia! Vale experimentar.

Fui fazer os programas que tive que cancelar no domingo: o Museu do Chocolate e o Bairro Gótico. O Museu do Chocolate é legal, mas não indicaria. São apenas algumas esculturas feitas de chocolate e painéis que explicam a história do chocolate. Para quem mesmo assim tiver interesse, o museu se localiza no Bairro Gótico, então continuei meu turismo por lá. E é mesmo incrível. Ruas super estreitas (espero que tenham boa noção de localização, pois não é muito difícil se perder) e casas altas deixam as ruas escuras – creepy e interessante. Sugiro que olhem as varandas das casas, têm coisas bem distintas e as grades são uma diferentes das outras, é muito singular.

A parte ruim deste dia foi o meu cansaço: ja não estava muito disposto a caminhar. Mas fui, sim, aos lugares mais famosos do bairro, parei em cafeterias e aproveitei o dia. Tinha que ir ao aeroporto, que ficava a 40 minutos da cidade, no meio da tarde. Assim, acabou meu dia e minha passagem por Barcelona.

Acho que o ápice do dia foi o monumento que vi na rua e fiquei sem reação: um Picasso no meio da rua?
image

É isso mesmo: um sketch de Picasso na parede de um prédio perto da igreja do bairro. Como eu disse, olhem para os lados! Há muitas coisas interessantes pra ver.

Este foi o roteiro e minhas impressões de Barcelona. Gostaria de agradecer muito ao Fellipe por ter disponibilizado este espaço para contar um pouco mais da história para vocês. Fiz outras viagens pela Europa. Quem sabe vêm mais posts por aí?

Até breve (?),
Bruno Bosi

image

*Bruno Bosi, 19 anos, é estudante de Economia e gosta muito de viajar. Passou 2 meses na Inglaterra estudando inglês e aproveitou os fins de semana para circular pela Europa.

Quer contar a história da sua viagem também? Deixe aqui um comentário e O Mochilão entra em contato com você!

Publicado em Espanha, Europa | Marcado com , , , , | Deixe um comentário

Barcelona para mochileiros (Dia 3)

Por Bruno Bosi

No terceiro dia eu tinha planos menos elaborados e não precisaria correr pra fazer tudo. Bom, eu estava tranquilo quanto ao tempo, mas não sabia que no domingo Barcelona para. Evite domingos lá. Não tem quase nada aberto: mercado La Boquiera, lojas, bairro gótico… Meus planos incluíam o Bairro Gótico, museu do Picasso, museu do Chocólatra, obras de Gaudí na avenida De Graça e o estádio do Barcelona (Camp Duo). O bairro gótico tive que cancelar porque seria perda de tempo, então fui conhecer as obras do maior arquiteto catalão.

Casabatllo2As casas de Gaudí localizam-se na avenida De Graça – é a avenida com as lojas mais luxuosas de Barcelona. Não ligo muito para lojas, muito menos para as de grifes, mas foi bem estranho andar numa das ruas mais movimentadas de Barcelona com quase tudo fechado. As casas de Gaudí (Casa Batlló e La Pedrera) são muito bonitas por fora; e, apesar de querer entrar, nem me atrevi a pagar 21 euros. Para mim, umas das coisas que está virando moda na Europa e que está desencorajando turistas é cobrar altos preços para entrar em lugares históricos. É uma pena. Deveria ser acessível a todos, ou pelo menos a um preço menos salgado.

La Pedrera Vista general

Vale a pena se enfiar nos becos paralelos e perpendiculares à rua de Graça porque são, às vezes, quarteirões fechados que têm vários
restaurantes. Rodei por um bom tempo, parei em uma cafeteria e resolvi olhar meu caminho para o museu do Chocólatra e do Picasso. Outro ponto negativo do domingo: as coisas fecham mais cedo. O museu do chocolate fecha às 15h, o que me fez suspender a visita também.

Fotor082113001

Mas ainda tinha Picasso. Olha, eu trocava 20 museus de chocolate por museus como o de Picasso. Primeiramente porque universitário não paga entrada (que normalmente custaria 11 euros) e segundo porque é um museu muito bem organizado cronologicamente, o que faz dele um dos melhores museus em que já estive. A exposição do museu é distribuída de tal forma que você consegue ver a evolução do traço dele e a mudança de humor e de estilo ao longo dos anos. Para mim, o melhor traço em obras de arte é o grosso e rápido, sem precisão, mas que forma uma figura no fim das contas. Picasso é assim. É impressionante o traço firme mas “aleatório” que ele tinha (me lembrou Van Gogh).

A exposição mostra desde autorretratos a sketches de lápis, pinturas em tons azulados melancólicos, influência do naturalismo de Michelangelo com o toque único cubista. A representação realmente cubista (que é o que faz Picasso ser conhecido – quem não conhece Guerníca?) está presente na última etapa da exposição. É a interpretação de Picasso da tela de Velasquez (Las Meninas), a tão famosa metalinguagem e expressão barroca como “arte livre”. É impressionante a expressão “exagerada” que Picasso dá às personagens da tela e consegue transmitir exatamente o que a tela original retrata com sutileza. Sugiro que leve uma foto de las Meninas para comparar os trabalhos.

product_page_gallery_close_up

Posso dizer que este foi um dos quadros de que mais gostei. O painel explicava que, por causa da influência catacônica de Michelangelo naquela época, Picasso introduziu um pouco de naturalismo em sua pintura, mas continuou com um toque leve de cubismo. Essa tela mostra exatamente isto: os traços firmes que delineiam o rosto, mas os cubos que preenchem o corpo.

Depois do melhor museu que já fui, voltei ao hostel para descansar um pouco e tomar banho (tente se programar para tomar banho em horários que provavelmente já terão limpado o banheiro de manhã e quando ninguém ainda tomou banho).

Depois segui para o estádio do Barcelona. Muuuito bonito, gigante, mas não entrei. Se não me engano, são 18 euros para entrar e achei que não compensava. Mas vai do gosto de cada um!

20140727_155556

De volta ao Hostel, entro no quarto e – tcharãm! – lá estão os brasileiros. Brasileiros juntos na Europa é pedir para fazer festa. Foi isso que aconteceu. Eram um casal de irmãos. Quando encontramos umas escocesas, a noite estava feita. Sei que fui dormir às 5h da manhã, sabendo que no outro dia tinha que levantar às 9h no máximo, porque a Basílica Sagrada Família me esperava.2014-08-21 12.54.20

PS: este dia andei bastante (porém não tanto quanto no segundo dia). De qualquer forma, a expressão de “nossa” continuou no meu rosto quando olhei esta imagem:

Publicado em Espanha | Marcado com , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Barcelona para mochileiros (Dia 2)

Por Bruno Bosi

Como estava bem cansado, me dei o luxo de dormir até um pouco mais tarde. Depois de levantar, resolvi tomar café no mercado La Boquiera. MEU DEUS, tomem sempre café lá. É incrível: frutas frescas, suco variados, comidas de tudo quanto é jeito. Porém não é barato, então não se empolga ao entrar no mercado porque há várias barracas que vendem os mesmos produtos. A dica é ir andando até o fim do mercado, onde os produtos são quase 25% mais baratos.

20140726_10451720140726_10455020140726_11080920140726_111142

Como levantei mais tarde e fiquei entusiasmado com o mercado (rodei cada centímetro gastando quase 2 horas lá), almocei por lá mesmo. Os melhores frutos do mar que já comi! Não é (muito) caro e vale cada centavo – paguei em torno de 10 euros (tome a famosa sangria junto do calamari).

image

O que mais me impressionou no mercado foi como as frutas e frutos do mar eram frescos (alguns ainda vivos). Dica: se for vegetariano, nunca entre neste mercado. Tem, além disso tudo, presuntos, azeite, sal, azeitona e outras “especiarias” para vender. É de encher os olhos.

.
20140726_110046 20140726_111553 wpid-wp-1408413711832.gif

Depois do mercado, resolvi ir para a praia (La Barceloneta), que é um pouco distante do hostel (uns 7 km, acho). Sugiro que ande pelo menos uma parte porque é muito bonito. Depois de andar um bocado, aluguei um longboard e fui passeando até a praia mediterrânea:

20140726_135056

A praia é bizarra: a areia não é nada parecida com a brasileira. De qualquer jeito foi bem bom. Só não se assustem com a galera pelada: nudismo lá é mais do que normal.

Hora de voltar pro hostel, descansar um pouco e sair de novo para o Parc Güell. O parque é uma das famosas obras do arquiteto Antoni Gaudí, que buscou inspiração em todas as suas obras no movimento da natureza (ou seja, nada de linhas e cantos). O lugar é muito bonito, mas é preciso comprar ingresso para entrar (para variar) na parte mais interessante do parque. Comece pelo mirante, pois a vista é linda e você consegue ver as obras de Gaudí de longe. De novo, aproveite o pôr do sol. Não se esqueça de reservar o horário de entrada no parque pela internet, primeiro porque é mais barato (7 euros na internet e 8 diretamente no parque) e segundo pois não estará sujeito à indisponibilidade de ingressos.

20140726_203807

20140726_203334

Para falar a verdade, quando entrei na parte exclusiva de ingresso não fiquei tão surpreso. São incríveis os mosaicos de Gaudi e é imensurável o tamanho do trabalho que ele teve para fazer cada metro de parede e escultura. Mas não me encheu os olhos. Gosto próprio. Fim de turismo, voltei pro hostel, devo dizer, decepcionado.

Chegando no hostel era hora de achar algo para fazer. E a maior vantagem de ficar em hostel quando você está sozinho é a socialização: 10 minutos no hall e arranjei a companhia de uns italianos e umas francesas para sair. Depois já viu, né? Bebeu, dormiu.

imageNeste dia, ao todo, andei 26 quilômetros com bastante prazer. A propósito, sempre meço a quilometragem pelo aplicativo S Health, que já vem preinstalado no Galaxy S4. Aconselho a todos que têm Galaxy com este aplicativo a usufruirem a sensação de “nossa, andei mesmo tudo isto?”.

Publicado em Espanha, Europa | Marcado com , , , , , , | Deixe um comentário

Barcelona para mochileiros (Dia 1)

Por Bruno Bosi*

20140726_123931Fellipe me disponibilizou o espaço dele para contar um pouco da história das minhas viagens para vocês. Fiquei 4 dias em Barcelona e vou contar um pouco do que eu percebi e vivi lá. Algumas dicas também. Espero que gostem.

Estava sem expectativa alguma de ir para lá. Eu tinha que escolher entre Roma e Barcelona. Roma é Roma, dispensa qualquer tipo de explicação, mas o dinheiro estava curto e Barcelona era quase 50% mais barato. Então, vamos para Barcelona! Foi meu último desvio de rota do meu intercâmbio na Inglaterra – e valeu cada centavo.

Estava em Bournemouth, cidade em que estava morando na Inglaterra, e peguei um avião da polêmica Ryanair. O avião atrasou um pouco mais de uma hora e cheguei em Girona (um aeroporto a 45 minutos de Barcelona).

20140725_214128A capital da Cataluña é uma cidade bem difícil de andar. Aconselho que deixe o seu Google Maps aberto com o endereço do hostel registrado. Levei uns 30 minutos caminhando até meu albergue. Depois do Check-in, arrumei minhas coisas e fiz compras no supermercado.

Ideal Youth Hostel ficava bem perto da rua principal de Barcelona – La Rambla; e de todos os hostels que já fiquei, este foi o melhor deles. Com estrutura e design totalmente jovial, o hostel tinha WiFi grátis, era limpo e os quartos eram OK (não tem como um quarto de hostel ser perfeito). Superou minha expectativa e o preço era bem acessível. A localização do hostel é realmente muito boa. A menos de um quarteirão tem um KFC e um McDonald’s, a 5 minutos o Mercado la Boquiera e a 10 minutos um supermercado.

Corri então para comprar água, suco e um biscoito (dinheiro curto e muuuuito calor). Dica: ande sempre com água na mochila – Barcelona é incrivelmente quente. O castelo

Depois disso tudo, resolvi fazer o programa que talvez estaria cheio no fim de semana e que o pôr do sol ajudaria a vista. Acertei em cheio. Fui ao Montijuïc, um parque em uma das montanhas de Barcelona. Aconselho que sempre usem o metrô, não é tão caro e o passe M-10 ajuda a economizar (você tem direito a 10 passagens, que podem ser usadas por mais de uma pessoa). Porém, as informações do metrô não são das melhores. Fiquem espertos.

Chegando lá você pode escolher subir de teleférico (9 euros), ônibus ou a pé. Fui a pé e não me arrependi. A subida é bem íngreme (procure os atalhos entre os morros para cortar caminho), mas a vista é muito linda. Quando chegar no Castelo, olhe todos os centímetros em volta e depois vá descendo, curtindo a vista e parando nos parques pelo caminho.

Teleférico na descida do Castelo Montïjuic

InstaSize_2014_7 _ 186868

Parei num parque um pouco depois da fundação Miró, onde tirei fotos muito bonitas. Estava bem calmo e relaxante (pare e coma nesses locais, a descida foi bem cansativa, então aproveite lugares legais para descansar).

Fonte Fundação MiroDepois disto fui em direção à tão famosa Fontana Mágica. É muito bonita e todo mundo a idolatra, mas, aqui para nós, tem lugares muuuito melhores. Sim, é uma fonte dançante com músicas pops atuais, que fica infestado de turistas. Cuidado, arranje um lugar para respirar na multidão. Fiquei lá um tempo descansando e “apreciando” turmas de jovens (mais jovens que eu) cantando e dançando com as músicas.

b9xsh

Apesar de não ser o lugar mais bacana, lá tirei a foto mais bonita de toda a viagem:

20140725_201350
Voltei para o hostel e já era hora de tomar banho e sair para comer algo. E por falar em comida, não gaste seu dinheiro com McDonald’s, Starbucks ou KFC em Barcelona. Experimente as tapas espanholas. Uma melhor do que a outra!

Fim de dia. 14 quilômetros. E um quase-arrependimento só de lembrar que cogitei não ir a Barcelona.

*Bruno Bosi, 19 anos, é estudante de Economia e gosta muito de viajar. Passou 2 meses na Inglaterra estudando inglês e aproveitou os fins de semana para viajar pela Europa.

Quer ler mais sobre Barcelona? Veja também este post aqui!

Publicado em Espanha | Marcado com , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

O que vem por aí

Cusco

Pessoal, quero ressuscitar O Mochilão de verdade. Por isso, estou trazendo algumas novidades:

Bruno Boni

Bruno Bosi, nosso primeiro convidado!

O Mochilão vai ter autores convidados!

Nos próximos dias, um leitor do blog vai contar relatos de sua passagem pela Europa e trazer mais detalhes de Barcelona, além do que já contei em outros posts. E você, quer escrever um post e ajudar outros mochileiros com histórias de locais que você curtiu? Deixe aqui um comentário com a sua ideia que a gente pode avaliar a melhor forma. Você só precisa gostar de escrever, saber as normas básicas da gramática e da ortografia e adorar viajar!

 

Mais lugares para conhecer

Ibitipoca

Nesses meses sem postar, não deixei de viajar. Por isso, minha missão é contar muito mais sobre lugares como Cusco, Machu Picchu e Arequipa (Peru), Cabo Polônio (Uruguai), o Parque Estadual de Ibitipoca, em MG, e a subida do Pico da Bandeira, na divisa dos estados de Minas e Espírito Santo. Vamo? \o/

Pico da Neblina

Publicado em Viagem | Marcado com , | 3 Comentários

Quanto custa fazer um mochilão?

Dinheiro do mundo

 

Essa é a pergunta que mais recebo aqui nos comentários do blog. Com pequenas variações, mas sempre em torno desse fator que infelizmente ainda é o que faz o mundo girar: o dinheiro.

“Quanto custa um mochilão de um mês pela Europa?”

“Quanto custa estudar inglês na Inglaterra?”

“Quanto custa dar a volta ao mundo?”

Explico por que essa é uma pergunta difícil de responder:

Depende do seu perfil

Você dividiria quarto com mais 23 pessoas de todos os sexos, religiões, culturas, etnias, costumes e – muito importante – cheiros? Se você estiver disposto a isso, o preço do quarto do hostel vai baixar. Se você prefere um hotel na frente do ponto turístico mais badalado da cidade, pode multiplicar a grana de hospedagem por 10 (sem exagero).

Você comeria feito um urso polar no café da manhã pra economizar com comida durante o dia, sem medo dos olhares assustados dos coleguinhas? Toparia levar vodka escondida em saquinhos de sacolé/chup-chup na roupa íntima pra balada? Isso vai te ajudar a economizar!

Na visita a Paris, você faz questão de subir no topo da Torre Eiffel? Acha que uma visita a Nova York não é a mesma sem uma tarde de compras na Apple Store e uma noite no circuito ds musicais da Broadway? Inclua esses gastos no seu planejamento. Se prefere desbravar a cidade real, já pode aproveitar (as peças off-broadway muitas vezes incluem o sucesso de amanha em NYC, por exemplo).

Depende do seu roteiro

Paris, Londres e San Francisco são mais caras que Roma e Barcelona, que são mais caras que Madri e Lisboa, que são absurdamente mais caras que o <3 Sudeste Asiático <3. Tenha isso em mente e procure saber o custo médio da hospedagem (HostelWorld) e também das atrações e refeições (Trip Advisor), E gosto é que nem bunda, né galera? Fico sem saber o que responder quando me pedem dicas de qual lugar visitar, porque a pessoa pode odiar o que eu mais gostei (e vice-versa).

Depende de fatores externos

O planejamento de um mochilão vai depender muito do câmbio, do mercado de aviação e do contexto político e econômico da região que você vai visitar. Quando eu comprei a passagem RTW, com o dólar a R$ 1,70, me custou $ 6.500 (mais ou menos US$ 3.800). Outro dia fiz a simulação com um roteiro parecido e deu R$ 11.700 (com o dólar a R$ 2,30, mais ou menos US$ 5.000). Com a crise na Argentina, está tudo absurdamente barato por lá – é uma ótima opção pra quem quer mochilar com pouca grana e ainda não está com o inglês afiado, por exemplo.

 

Obs.: Quero aproveitar para pedir desculpas pela ausência. Meu último post, ironicamente entitulado “O Mochilão não morreu”, precedeu um ano e meio de hibernação. Mas não morreu mesmo, viu? :P

 

Publicado em Plano de viagem, Viagem, Volta ao mundo | Marcado com , , , | 4 Comentários

O Mochilão não morreu!

Ainda que novos posts não tenham aparecido por aqui já há algum tempo, gostaria de informar a todos os visitantes (mais de 200 por dia, mesmo sem atualização) que o blog não morreu! O trabalho tem me tomado bastante tempo, mas continuo a responder a todos os comentários e dúvidas que costumam surgir por aqui.

Por isso, gostaria de ressaltar algumas informações:

1) Quem tiver alguma pergunta, dúvida ou conselho sobre um destino específico pode perguntar pela caixinha de comentários, mas antes é legal que os comentários do post sejam lidos para descobrir se sua dúvida não foi respondida anteriormente. Como vocês já devem ter percebido, nenhum comentário fica sem resposta. Lembre-se que sua dúvida pode ser a de outro mochileiro, portanto é melhor perguntar aqui que pelo Facebook! :)

Ah, uma dica beeem importante: não esqueça de voltar ao blog em alguns dias para ver a resposta!

2) Quem quiser entrar em contato para conversar, me conhecer melhor, etc., pode me seguir no Twitter. Minha arroba é @fellipefaria_!

3) Estou pensando em fazer alguns posts sobre Porto Alegre e Florianópolis, cidades em que tenho vivido por conta do trabalho. Talvez seja até bom até pra mim, porque assim dá pra conhecer beeeem tudo o que esses destinos oferecem.

4) Já estou com algumas viagens internacionais planejadas para este ano, desta vez aqui por perto, na América Latina. Aguardem posts quentinhos sobre alguns dos nossos hermanos!

5) Dois grandes amigos percorreram Bolívia, Chile e Peru num incrível mochilão de um mês e prepararam um vídeo sensacional com registros da viagem. Acho que tem tudo a ver com o blog e por isso gostaria de dividir a experiência do Daniel e do Rafael com todos vocês!

Publicado em Mochilão, Viagem | Marcado com , , , , | 30 Comentários